A imagem acima é muito intrigante. Dependendo do ponto de vista que olhamos, percebemos três ou quatro barras. Truque muito interessante.
A imagem pode ser aproveitada para exemplificar uma das características da pós-modernidade: tudo pode ser relativizado, e deve ser definido a partir do seu ponto-de-vista, sem significar, necessariamente, que esta definição seja a única e a mais correta. Tudo depende de onde você se encontra em relação ao objeto de observação e qual a sua percepção sobre aquela realidade.
Todavia, apesar dessa tendência contemporânea, nem tudo é relativo. Deus, por exemplo, não é relativo. Os homens até tentam impor essa ideia, mas esse rótulo não cabe em Deus. Deus não é um conceito ou uma ideia que moldamos conforme as nossas percepções da realidade, ou das circunstâncias que nos cercam. Estamos diante de um Deus criador, que age e se movimenta de forma soberana, sem qualquer rótulo ou limitação imposta pelas nossas mentes.
Se observarmos a história de Abraão e Isaque (Gênesis 22), veremos Deus se revelando de formas diferentes para um e para outro. A percepção de Abraão acerca de Deus, oferecendo seu filho em sacrifício, nunca será a mesma de Isaque, deitado no altar do holocausto. Entretanto, isso não significa que estamos diante de um Deus relativo, que ora tem uma identidade, ora tem outra. Estamos diante de um Deus único e soberano, revelando-se de formas múltiplas. Seus atributos continuam inalterados, e seu caráter não sofreu qualquer variação. Não estamos diante de um, dois ou mais deuses, mas diante do Deus único e verdadeiro, que se revela à humanidade de formas distintas.
Que possamos estar atentos para perceber o agir de Deus em nossas vidas, em movimentos muitas vezes enérgicos, e outras vezes suaves e quase imperceptíveis.
Um abraço
Marcelo

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