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Portanto, vão e façam discípulos... (Mateus 28:19)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Como construir um casamento de verdade


Livro
Esse é o título de um dos melhores livros que já li sobre o tema. Com a profundidade que lhe caracteriza, Larry Crabb expõe o verdadeiro propósito do casamento, e que muitos casais desconhecem.
O autor desenvolve o tema com ampla base bíblica, mostrando a importância da unidade de espírito, alma e corpo para a realização plena de um casamento. Em tempos de relativização de conceitos, é muito bom constatar a centralidade que Larry Crabb dá ao relacionamento com Deus para o aprofundamento da unidade do casal.
Recomendo a leitura, pois trata-se de um tema sempre atual.
Um abraço
Marcelo 

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Como Billy Graham define a igreja*

A igreja não é o lugar para se promoverem programas, mas professar a fé. A igreja não deve ser maleável, mas fundada em princípios. A igreja não é para estar preocupada, mas viver em vigor. A igreja não é perfeita, mas predestinada. A igreja não é filosófica, mas pré-determinada. A igreja não faz pressão ou conspurca, mas pronuncia e protege. A igreja não espolia os perdidos, mas ora pelos que estão perecendo. A Igreja não polui a mente, mas provê alimento para a alma. A igreja não profana a verdade; ela possui a Palavra de Deus. A igreja não é passiva ou progressiva; ela é purificante e possessiva. A igreja não deve refletir a cultura pop, mas retratar bons atributos. A igreja não deve procurar os prazeres, mas buscar a Deus. A igreja nada deve promover, mas pregar apenas a Cristo. A igreja não deve ser arrogante, mas principesca – somos filhos do Rei. A plataforma do púlpito não é um playground, mas um lugar de proclamação. A igreja não deve refletir o mundo, mas ser um retrato de Jesus Cristo. A igreja não é uma instituição pública – Cristo a comprou com o seu sangue purificador. A igreja não trabalha para o seu próprio lucro; ela é possessão inestimável de Cristo. O púlpito da igreja não é suporte para um político, mas o lugar do pregador. E, finalmente, a igreja é um lugar para orar por aqueles que não conhecem Cristo e adorar o Salvador por abrir um caminho para a salvação se eles apenas crerem.
*Definição extraída do livro Storm Warning, e postada pelo Pr. Geremias do Couto no seu blog, de onde retirei a citação.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Um retorno à simplicidade

Nesta semana, fui à Caxias do Sul. Uma viagem sempre agradável pela BR 116, com belas paisagens e uma parada obrigatória na Ruppenthal, em Picada Café, para comprar pão de milho, queijo colonial e salame italiano, sempre deliciosos.
Viagens são sempre ótimos momentos para reflexões, e, durante todo caminho, eu observava os lugares por onde passava, e pensava sobre o estilo de vida que àquelas pessoas levavam. Certamente, não tinham uma vida agitada e corrida como os moradores dos grandes centros urbanos, apesar de possuírem, talvez, as mesmas preocupações básicas. Ali, a vida passava mais compassada e simples. Confesso que, às vezes, tenho vontade de experimentar um estilo de vida semelhante, sem tanta pressa, pois é isso que nos possibilita valorizarmos as coisas simples da vida, e que, na minha opinião, são as melhores. Um bom chimarrão com os amigos, o passeio no parque com os filhos, uma boa conversa com a esposa, numa tarde de sol, são prazeres que não custam quase nada, e estão ao nosso alcance. Entretanto, nos deixamos engolir pela correria cotidiana, e passamos a dar valor para coisas que nem sempre estão ao nosso alcance, mas fazemos de tudo para obtê-las.
Como não poderia deixar de ser, isso se reflete também na nossa vida cristã. Muitas vezes, abandonamos a simplicidade do Evangelho em busca de "novas visões", novas experiências, ou apenas para seguirmos o último modismo imposto pelo mercado "gospel" ou por um grande "líder" de renome e projeção. Se atentarmos para os ensinos e as atitudes de Jesus, veremos que Ele sempre procurava simplificar as circunstâncias, optando por uma postura que não chamasse tanto a atenção, mas que sempre apresentava ótimos resultados.
As lições deixadas por Jesus influenciaram grandemente a Igreja Primitiva quando do seu surgimento. Oportunamente, saliento que não estou entre àqueles que defendem ardorosamente uma volta intransigente ao modelo da Igreja Primitiva. Como bem sabemos, todas as igrejas possuem seus defeitos, e neste caso não era diferente. Também precisamos considerar que o mundo é outro, com novas formas de organização, muito mais veloz e virtual, o que leva a uma necessidade de atualização dos meios de atuação da igreja. Entretanto, me agrada muito os princípios que sustentavam àquela comunidade. O texto de Atos 2:42-47 dá uma idéia precisa estes princípios. Diz o texto:
E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. Em cada alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. Todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que iam sendo salvos.
Era uma igreja que (1) se relacionava, através da “... comunhão, e no partir do pão, e nas orações...”, seja no Templo, seja nas casas. Tratava-se, portanto, de uma igreja que ampliava sua vida para relacionamentos mais próximos e diários entre seus membros, com reuniões nos lares, tanto para adoração, como para momentos de convívio social; (2) preocupava-se com o bem-estar de seus integrantes, buscando meios para que todos tivessem as suas necessidades básicas atendidas; (3) conquistava a simpatia dos que lhe cercavam, inserindo-se na sociedade com aceitação e credibilidade; (4) através da sua vida e da sua dinâmica de adoração e comunhão, atraía muitas pessoas para seu interior, salvando-as e inserindo-as no corpo de Cristo.
Sem saudosismos extremados, trata-se de um bom exemplo a ser seguido, e que, seguramente, redundará na expansão do Reino de Deus. A leitura do texto permite perceber que o processo de evangelização era algo que transcorria naturalmente para àquela igreja. Apenas como resultado de sua vida cotidiana, “...as pessoas iam sendo salvas.”, fruto de uma atividade desenvolvida “...com alegria e singeleza de coração.”
Creio, sinceramente, que é hora de retornarmos à simplicidade do Evangelho pregado por Cristo, sem grandes pirotecnias ou modismos, mas mediante uma observância atenta das verdades simples, e ao mesmo tempo profundas, ensinadas por Jesus Cristo durante seu ministério, o que só engrandecerá o Seu nome.
Um abraço
Marcelo