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Para pensar

Portanto, vão e façam discípulos... (Mateus 28:19)

domingo, 22 de maio de 2011

Órfãos de pais vivos


O vídeo acima relembra a nós, pais, a importância que temos na vida de nossos filhos. Observando as nossas atitudes e comportamentos, grande parte do seu caráter vai sendo formado. Por isso, é de suma importância a convivência com nossos filhos, não apenas quantitativa, mas principalmente qualitativa. É a partir desses momentos que podemos incutir valores éticos, morais e espirituais nas nossas crianças.

Entretanto, criou-se, em nossa sociedade, a cultura da "terceirização" da criação e educação de filhos. Muitas famílias não tiveram alternativa, e pela necessidade dos pais trabalharem muitas horas durante o dia, delegaram à escola, avós, babás, etc, a tarefa de cuidar e ensinar seus filhos. Nestes casos, resta aos pais pouco tempo disponível com eles, tempo este que deve ser aproveitado da melhor forma possível, com qualidade.

Por outro lado, muitos pais escolheram, de forma deliberada, repassarem a responsabilidade da educação dos filhos. Omitem-se das tarefas mais cotidianas e excluem-se da convivência, suprindo sua ausência com recompensas. Privam seus filhos da troca de afeto e carinho, tão necessários para dar-lhes segurança. Estão tão absorvidos pela busca de realizações pessoais que esquecem de dedicar tempo para acompanhar o crescimento de seus filhos, que crescem abandonados, órfãos de pais vivos. Não se atentam para o grande impacto que isso poderá causar nas suas vidas.

Nada substitui a presença terna e amorosa de um pai. Não existem presentes ou recompensas que ocupem este lugar. Cuidar de nossos filhos, educá-los, torná-los bons pais, bons maridos, bons cidadãos, bons cristãos, é uma tarefa intransferível, e que merece todo nosso empenho, pois disso depende o futuro daqueles que tanto amamos: nossos filhos.

Um abraço

Marcelo 


   

Nova postagem na página da IBMS

Prezados,

Postei na página da IBMS a ministração do Pr. Tércio realizada no dia 08 de maio de 2011, em homenagem às mães. Basta clicar na aba na parte superior da blog.

Uma boa leitura.

Um abraço

Marcelo

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Você sabe elogiar seus filhos?


Recentemente um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante. Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram divididas em dois grupos.

O grupo A foi elogiado quanto à inteligência. “Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!” ... e outros elogios à capacidade de cada criança.

O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. “Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”, “Menino, que legal ter visto seu esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!” ... e outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.

Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência.

As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa. As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa.

A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas. “Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”. As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado. 

Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obterem a vitória. Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente. Os outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas.

No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado.

Nossos filhos precisam ouvir frases como: “Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração”, “Parabéns meu filho por ter dito a verdade apesar de estar com medo... você é ético”, “Filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram... você é solidária”, “Isso mesmo filho, deixar seu primo brincar com seu videogame foi muito legal, você é um bom amigo”. Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los. Isso não é “tática” paterna, é incentivo real.


Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que linda você é amor”, “Acho você muito esperto meu filho”, “Como você é charmoso”, “Que cabelo lindo”, “Seus olhos são tão bonitos”. Elogios como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos. Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”. Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente.

Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, copas grandes e o verde de suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil.

Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa.
Texto de MARCOS MEIER, mestre em Educação, psicólogo, escritor e palestrante, extraído do blog Se Liga, Família (http://www.seligafamilia.com.br/).

Conspiração 2011

Hoje e amanhã acontece na IBMS o Conspiração 2011, evento voltado para a capacitação de líderes de crianças e adolescentes. O encontro também visa fornecer aos pais subsídios de apoio para melhor cuidarem de seus filhos.
Todas as iniciativas nesta área são bem-vindas e devem ser saudadas, pois temos visto, com frequência, situações de maus tratos a crianças. Creio que todos que viram as cenas do pai que agrediu os filhos com chutes, nesta semana, ficaram chocados. Entretanto, essa é apenas uma ocorrência, que foi flagrada. Diariamente, cenas como aquela se repetem, silenciosamente, motivadas pelas mais diversas causas.
Mas, inevitavelmente, encontramos a origem de tudo na desestruturação da familia como fonte de afeto e respeito. Pais ausentes ou omissos, filhos abandonados (emocionalmente), ação de terceiros (traficantes), entre outros, são ingredientes suficientes para alimentar as desgraças que se abatem sobre as famílias.
Não sei de que forma esses problemas podem ser resolvidos. Mas sei que algo precisa ser feito. Ações sociais, políticas públicas de saúde e educação, atuação mais efetiva das igrejas junto à comunidade, são caminhos que, conjugados, podem apresentar bons resultados.
Creio, sinceramente, que podemos mudar esse quadro. Se buscarmos em Cristo a inspiração sobre como devemos amar nossos semelhantes, podemos ter sucesso nesta batalha.
Um abraço
Marcelo

sábado, 14 de maio de 2011

Nova postagem na página da IBMS

Postei um novo texto na página da IBMS (Igreja Batista de Mont'Serrat). Trata-se da mensagem ministrada pelo Pr. André no dia 10 de abril.

Para ler, basta clicar na aba IBMS, no alto da página.

Um abraço

Marcelo

sábado, 7 de maio de 2011

Proibida a entrada de pessoas perfeitas

Comecei a leitura do livro Proibida a entrada de pessoas perfeitas – Um chamado à tolerância. Trata-se de uma excelente obra, que propõe uma reflexão profunda sobre o papel da Igreja de Cristo numa sociedade pós-moderna como a que vivemos. Confesso que a leitura tem quebrado alguns paradigmas que trago comigo, e tem me levado a pensar sobre a missão e os valores que devem nortear a minha vida enquanto representante de Cristo neste mundo.
Gostaria de destacar uma passagem que manifesta a preocupação do autor em relação aos efeitos de uma das principais características da sociedade contemporânea, e que algumas vezes já mencionei aqui no blog:
Vivemos numa sociedade altamente fragmentada e carente de relacionamento. As pessoas mudam-se, trocam de emprego, divorciam-se, fazem horas extras no trabalho todos os dias, viajam pelo país semanalmente, depois gastam o tempo livre assistindo a alguns entre 1.700 canais de TV a cabo e navegando por milhões de sites na Internet, sacrificando seus relacionamentos. Aumentamos nosso capital financeiro, mas isso nos custou o capital das relações sociais. Acrescentem-se a isso outras tendências sociais da metade do século XX, e temos uma geração dolorosamente só.
Deus é um ser relacional, e, nesta condição, deseja relacionar-se pessoalmente com o homem, criado à sua imagem e semelhança. Uma das características que nos foi transmitida pelo Criador foi a capacidade de nos relacionarmos com nossos semelhantes. Por isso, diz-se que o homem é um ser social, que necessita de relacionamentos.
A Igreja, baseada em Cristo, se estabelece a partir das relações entre seus integrantes e àqueles que os cercam (amigos, família, vizinhos, etc). Igreja são pessoas, e não prédios ou tradições. Durante todo Seu ministério, Jesus deixou muito claro que a sua principal preocupação era estabelecer o Reino de Deus no coração dos seus ouvintes, possibilitando, assim, que O aceitassem como único e suficiente Salvador. Ele não veio defender uma religião ou determinado grupo religioso, mas revelar o amor de Deus à humanidade, oferecendo à Sua vida em nosso lugar.
Por isso precisamos valorizar os nossos relacionamentos. É através deles que podemos crescer. Precisamos andar lado a lado, auxiliando-nos mutuamente, e contando com apoio do Espírito Santo, pois afinal de contas, SOZINHOS NUNCA, INDEPENDENTES JAMAIS.
Um abraço
Marcelo