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Para pensar

Portanto, vão e façam discípulos... (Mateus 28:19)

terça-feira, 31 de março de 2009

Celebração da Disciplina

Terminei de ler o livro. É uma ótima leitura, que nos inspira a buscarmos uma vida mais disciplinada, com vistas ao crescimento espiritual. Vou transcrever parte da conclusão do livro para provocá-lo(a) à leitura.

"Chegamos ao fim deste estudo, mas apenas ao começo da jornada. Vimos como a meditação acentua a sensibilidade espiritual e que, por sua vez, leva à oração. Logo descobrimos que a oração está associada ao jejum. Influenciados por essas três disciplinas, podemos com eficácia caminhar para o estudo, que nos dá discernimento a respeito de nós mesmos e do mundo em que vivemos.
Por meio da simplicidade, vivemos de maneira íntegra em comunidade. A solitude permite-nos estar genuinamente presentes quando estamos com as pessoas. Mediante a submissão, convivemos com os demais seres humanos sem o apelo da manipulação e pelo serviço tornamo-nos bênção para elas.
A confissão liberta-nos de nós mesmos, liberando-nos para a adoração. A adoração abre as portas para a orientação espiritual. Todas as disciplinas exercidas livremente geram a doxologia da celebração."

Eis aí a parte final do livro. Espero que você sinta-se desafiado a lê-lo.

A minha próxima leitura será um livro pertinente à minha área profissional: Teoria Geral dos Direitos Fundamentais, de Dimitri Dimoulis e Leonardo Martins. Parece ser um bom livro. Quando terminá-lo, comento.

A propósito, caso você queira deixar alguma dica de leitura, faça um comentário neste post. A leitura é um excelente hábito, que deveria ser cultivado por todos. Por isso, sugestões são bem vindas.

Um abraço

Marcelo

Fora da igreja não há salvação?

Essa frase pode estar buscando revelar o cuidado que devemos ter para mantermos ‘mãos limpas e coração puro’ em nossa adoração

Esta frase foi dita por Cipriano de Cartago no terceiro século de nossa era e acabou se tornando dogma na Igreja Católica Romana, mas creio que tem sido adotada por muitas igrejas e denominações evangélicas. Neste caso, o sentido da frase até pode ser ampliado para “Fora da igreja não há Cristianismo!” implicando, entre outras coisas, em que Cristianismo e igreja sejam a mesma coisa.

Em primeiro lugar é preciso deixar claro que a existência da igreja não pode ser colocada em dúvida, mas isso não significa que ela deva ser um fim em si mesma e, creio, que é isso que tem acontecido em alguns casos. Pois quando entendemos que textos como “buscai em primeiro lugar o reino de Deus e sua justiça (Mt.6:33) são interpretados como “buscar em primeiro lugar as atividades e ocupações na igreja” estamos reduzindo o reino de Deus e o Cristianismo às atividades eclesiásticas em vez de considerarmos a igreja como um meio que Deus instituiu para ser um ambiente fértil para o desenvolvimento da vida cristã, da piedade, da capacitação do crente para ser cristão no mundo e desenvolver os seus dons de serviço. Também um meio para ser uma comunidade terapêutica, de capacitação na compreensão da vida, das doutrinas, da Bíblia, uma comunidade – a família de Deus, etc.

Transformamos a igreja num fim em si mesma quando entendemos que a vida cristã se resume em atividades e mais atividades freneticamente desenvolvidas no domingo, que deveria ser um dia de celebração, descanso e passa a ser “dia do cansaço” e da agitação, como se o Cristianismo de sete dias pudesse ser vivido apenas em um dia. Mesmo porque igreja passou a ser um lugar, um estatuto, um organograma, em vez de pessoas pelas quais Cristo morreu na cruz. Sem dúvida o estatuto, o organograma são necessários, mas também são meios e não fins.

A igreja de Jesus Cristo é um meio, um instrumento para levar o evangelho ao mundo, para capacitar os salvos à vida em comunhão e lealdade ao Senhor. A igreja não pode ser confundida com o reino de Deus, mas deve ser considerada um instrumento de Deus para seu reino, dando ao crente condições para viver o reino no mundo, no seu dia-a-dia, como cristão. E ser cristão não é só pregar que Cristo salva, mas viver a salvação que Cristo nos dá.

Quando a igreja se considera um fim em si mesma acaba nutrindo a entropia, fechando-se em torno de sua própria existência. Não sendo sinérgica, deixa de cumprir a sua missão integral que tem como ponto de partida levar cada pessoa a viver para a glória de Deus.

Lourenço Stelio Rega
é teologo, educador e escritor.

Fonte: Revista Eclésia - http://www.eclesia.com.br/revistadet1.asp?cod_artigos=949

domingo, 22 de março de 2009

Dica de leitura

Estou lendo o livro Celebração da disciplina, de Richard Foster. Faltam umas 90 páginas para concluí-lo (no total, são 273 p.), mas já posso dizer que se trata de um excelente livro. O autor nos apresenta algumas disciplinas espirituais e como elas contribuem para uma vida espiritual equilibrada e sadia. Ele aborda as disciplinas interiores, as exteriores e as comunitárias, cada uma com profundidade e objetividade, nos mostrando a necessidade que temos de desenvolvê-las em nossas vidas. Eis uma apresentação do sumário do livro, para que você seja estimulado a lê-lo:

Introdução
1. As disciplinas espirituais: porta de entrada para a liberdade

Parte I - As disciplinas interiores
2. Meditação
3. Oração
4. Jejum
5. Estudo

Parte II - As disciplinas exteriores
6. Simplicidade
7. Solitude
8. Submissão
9. Serviço

Parte III - As disciplinas comunitárias
10. Confissão
11. Adoração
12. Orientação
13. Celebração

Eis os temas que são tratados no livro. Espero, sinceramente, que você seja desafiado a lê-lo, para que sua vida seja abençoada através do cultivo das disciplinas espirituais.

Um abraço

Marcelo