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Para pensar

Portanto, vão e façam discípulos... (Mateus 28:19)

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Os efeitos do crack no corpo

Intoxicação pelo metal
O usuário aquece a lata de refrigerante para inalar o crack. Além do vapor da droga, ele aspira o alumínio, que se desprende com facilidade da lata aquecida. O metal se espalha pela corrente sanguínea e provoca danos ao cérebro, aos pulmões, rins e ossos.

Fome e sono
O organismo passa a funcionar em função da droga. O dependente quase não come ou dorme. Ocorre um processo rápido de emagrecimento. Os casos de desnutrição são comuns. A dependência também se reflete em ausência de hábitos básicos de higiene e cuidados com a aparência.

Pulmões
A fumaça do crack gera lesão nos pulmões, levando a disfunções. Como já há um processo de emagrecimento, os dependentes ficam vulneráveis a doenças como pneumonia e tuberculose. Também há evidências de que o crack causa problemas respiratórios agudos, incluindo tosse, falta de ar e dores fortes no peito.

Coração
A liberação de dopamina faz o usuário de crack ficar mais agitado, o que leva a aumento da presença de adrenalina no organismo. A consequência é o aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. Problemas cardiovasculares, como infarto, podem ocorrer.

Ossos e músculos
O uso crônico da droga pode levar à degeneração irreversível dos músculos esqueléticos, chamada rabdomiólise.

Sistema neurológico
Oscilações de humor: o crack provoca lesões no cérebro, causando perda de função de neurônios. Isso resulta em deficiências de memória e de concentração, oscilações de humor, baixo limite para frustração e dificuldade de ter relacionamentos afetivos. O tratamento permite reverter parte dos danos, mas às vezes o quadro é irreversível
Prejuízo cognitivo: pode ser grave e rápido. Há casos de pacientes com seis meses de dependência que apresentavam QI equivalente a 100, dentro da média. Num teste refeito um ano depois, o QI havia baixado para 80
Doenças psiquiátricas: em razão da ação no cérebro, quadros psiquiátricos mais graves também podem ocorrer, com psicoses, paranoia, alucinações e delírios

Sexo
O desejo sexual diminui. Os homens têm dificuldade para conseguir ereção.
Há pesquisas que associam o uso do crack à maior suscetibilidade a doenças sexualmente transmissíveis, em razão do comportamento promíscuo que os usuários adotam.

Morte
Pacientes podem morrer de doenças cardiovasculares (derrame e infarto) e relacionadas ao enfraquecimento do organismo (tuberculose).
A causa mais comum de óbito é a exposição à violência e a situações de perigo, por causa do envolvimento com traficantes, por exemplo.

Fonte: Jornal de Santa Catarina e A Notícia

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Ética na política: você lembra do seu último voto para o Congresso Nacional?

Diante de tantos escândalos que vemos, diariamente, na política brasileira, sempre nos perguntamos o que podemos fazer para mudar essa situação. Como vivemos num país democrático, temos, pelo menos, dois caminhos: o voto e a cobrança direta ao canditado que elegemos. Mas para isso acontecer, precisamos lembrar em quem votamos nas últimas eleições.

Por isso, proponho a enquete ao lado: você lembra em quem votou nas últimas eleições para o Congresso Nacional?

Deixe sua resposta e opinião sobre o atual momento político brasileiro, comentando o post.

Um abraço

Marcelo

Integrando Blog e Twitter 2

A saga continua. Acessei o Twitterfeed e o programa mudou a interface. Tive que fazer outro feed. Vamos ver se funciona, agora.

Integrando Blog e Twitter

Estou testanto o Twitterfeed, para linkar o blog ao microblog, possibilitando mais interatividade. Espero que funcione.

domingo, 14 de junho de 2009

O que é o crack.

Pela forma de uso, o crack é mais potente do que qualquer outra droga e provoca dependência desde a primeira pedra. A droga é de fácil acesso, sem cheiro, de efeito imediato e aprisiona pacientes e seus familiares.

O baixo custo da pedra – em torno de R$ 5 – revela-se ilusório. Empurrado para o precipício da fissura, o dependente precisa fumar 20, 30 vezes por dia. Desfaz-se de todos os bens, furta de familiares e amigos e, por fim, começa a cometer crimes.

O que é

A pedra de crack é produzida com a mistura de cocaína e bicarbonato de sódio ou amônia. Sua forma sólida permite que seja fumada.

Como é o uso

O usuário queima a pedra de crack em cachimbo e aspira a fumaça. O crack também é misturado a cigarros de maconha, chamados de piticos.

O efeito

O crack chega ao cérebro em oito a 12 segundos e provoca intensa euforia e autoconfiança. Essa sensação persiste por cinco a 10 minutos. Para comparar: ao ser cheirada, a cocaína em pó leva de 10 a 15 minutos para começar a fazer efeito.

A dependência

A fumaça do crack atinge rapidamente o pulmão, entra na corrente sanguínea e chega ao cérebro. É a forma de uso, não a composição, que torna a pedra mais potente.

Fonte: Site "Crack, nem pensar"

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Até quando?

Garoto de 14 anos se negou a pagar R$ 5 a dois adolescentes por uma pedra da droga e foi assassinado

Quando ouviu os estampidos dos tiros que vinham da rua, Janete gritou a certeza de uma desgraça pressentida: – É o Ariel.

Correu para a porta da casa e viu o filho caído de bruços na rua de chão batido. O garoto de 14 anos agonizava. Ariel Vieira Costa iria morrer, logo depois, no colo da mãe. Foi executado com seis tiros de revólver calibre 38, a 50 metros de casa, na Rua E da vila Nova Guaíba, por volta das 18h45min de terça-feira. O guri se negara a pagar R$ 5 por uma pedra de crack a outros dois adolescentes, um de 15 e o outro de 16 anos.

Janete Saionara Vieira Costa, 40 anos, pressentia que o filho não viveria muito. Outras mães da vila, na periferia de Guaíba, têm o mesmo pressentimento. Ontem à tarde, deitada numa cama, Janete recebia o consolo da vizinhança. De mães que perderam filhos para o crack, alguns já mortos, outros morrendo aos poucos. Choravam juntas mais uma morte. Pressentiam outras, ali e fora dali, por toda parte:

– O crack não tomou conta só desta vila, tomou conta do Brasil – chorava Janete.

Ariel e outro irmão moravam na casa de madeira de uma peça com o padrasto, Marco Antônio dos Santos Bernardes, 40 anos, catador de lixo para reciclagem. Janete, desempregada, mora na vila Bom Retiro desde que se separou de Marco Antônio há oito meses. Na terça-feira, apareceu na Nova Guaíba para ver os filhos. No final da tarde, ouviram os gritos de Ariel:

– Pai, me acode.

Marco Antônio e Janete saltaram e ouviram os tiros. Saíram em socorro de Ariel e cruzaram por dois adolescentes com os rostos encobertos por capuzes do moletom. Janete puxou o filho para o colo. Viu que Ariel tinha três buracos de tiros na cabeça, mais um na boca, outro no peito. Um vizinho passava com um Chevette. Entraram no carro. Janete implorava:

– Acorda, meu filho.

Ariel morreu nos braços da mãe quando era levado para o Hospital Regional de Guaíba. Janete sabe o que aconteceu antes dos tiros. O filho deveria pagar R$ 5 por uma pedra de crack que recebera dos adolescentes. Pegou a pedra e fugiu. Decidiu voltar para a rua e foi morto. Consumia crack desde os 10 anos. Parou de estudar na 3ª série. Janete chegou a acorrentá-lo a uma cama. Foi internado quatro vezes na Clínica São José, em Porto Alegre. Depois de uma das internações, ficou um mês sem consumir a droga. Janete, mãe de outros cinco filhos, conta:

– Ele ficou gordo, bonito.

Nos últimos dias, costumava voltar para casa de madrugada:

– Estava quase couro e osso.

Dormia na mesma cama com o padrasto. Ajudava a catar latinhas. Furtava roupas e utensílios da casa para comprar crack. Não era agressivo. Era quietão, mas divertido, alegre. Janete conta que ele sabia fazer contas, que desenhava bem, que se dava com todo mundo. Na parede, um pouco acima da cabeça da mãe que fala do filho, uma imagem pequena, plastificada, do anjo Gabriel, o protetor das crianças.

Tem crianças de 12 anos consumindo crack na vila

As mães que visitam Janete falam dos filhos, dos filhos dos vizinhos, de amigos, de conhecidos. As crianças estão desprotegidas na Nova Guaíba. Tem criança de 12 anos consumindo crack na vila em que até pouco tempo a maior queixa era o fedor que sai das valas de esgoto. Uma mãe chora, sentada na cama:

– Perdi meu filho de 26 anos, morto com 26 tiros. Ele dizia: eu vendo drogas para os meus filhos terem o que comer.

O filho foi assassinado em abril do ano passado. A avó cuida agora de seis netos de outra filha viciada em crack:

– Os quatro que mataram meu filho também já foram mortos.

Outra mãe diz que o cunhado foi morto por traficantes. Um vizinho indica na rua:

– Aqui mataram um, ali mataram outro. Matam num canto e largam no outro. Aquele beco todo tem sangue.

Outro diz:

– Me criei aqui, mas o crack vai destruir esta vila. Penso em ir embora.

Janete quer ficar ao lado do ex-companheiro até ver os assassinos de Ariel na prisão. Não há para onde fugir. Pensa nas mães das vilas de pobres e das vilas de ricos:

– Peço a Deus que elas cuidem os filhinhos delas dentro de casa.

No final da tarde de ontem, pouco antes do enterro do filho no Cemitério Municipal de Guaíba, Janete teve uma crise de epilepsia e foi internada no Hospital Regional. Um dos jovens suspeitos do assassinato foi levado ontem pelo pai ao delegado Thomás Cléber Pereira. Ele e o outro que o acompanhava serão apresentados à polícia formalmente por um advogado amanhã, quando Pereira espera saber quem puxou o gatilho. Os dois são moradores de bairros vizinhos. São “aviões” do tráfico, usados pelos traficantes para fazer a distribuição das drogas no varejo. Levam o crack, os maus pressentimentos e a morte à Nova Guaíba.

Fonte: Zero Hora

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Consumo de drogas é uma das principais causas de desaparecimento no RS

Ano passado, o Rio Grande do Sul registrou 8 mil casos de desaparecimentos. Ao todo, duas pessoas por dia não são localizadas. Uma delas é criança ou adolescente. Além de desavenças familiares, maus tratos e problemas mentais, o consumo de drogas é a principal causa de desaparecimentos.

Nos últimos três anos, quando o crack virou uma epidemia no Estado, com 55 mil usuários, o uso da chamada pedra acabou sendo uma viagem sem volta. E a tendência é a situação piorar nos próximos dois anos com a projeção de 300 mil dependentes desta droga.

Enquanto aguarda por resultados estatísticos, o titular da Delegacia de Homicídios e Desaparecidos, Bolivar Llantada, destaca que o aumento de casos já considerável.

A média da Polícia gaúcha para encontrar um desaparecido é de 30 dias, mas quando envolve dependência química, cai para apenas cinco dias. Isso se o usuário não for executado pelo não pagamento de dívidas com os traficantes.

O agente Jairton Pescador, do Departamento Estadual da Criança e do Adolescente, diz que o crack já atingiu os menores de 18 anos. A psicóloga Suzana Braun alerta para uma conscientização urgente:

— Existe um mito no desaparecimento de que meu filho jamais será vitimizado. Todas as crianças e adolescentes são vulneráveis a esta violência. Ninguém pode garantir que nossos filhos estão a salvo, precisamos cada vez mais educar a família. Capacitar profissionais que possam dar conta dessa dor dessa família. Ensinar os pais a protegerem seus filhos.

Fonte: Clicrbs

domingo, 7 de junho de 2009

Jantar de Casais

Local: Galeteria Cristófoli
Data: 27 de junho
Horário: 19h
Valor: R$ 45,00/casal

Aguardamos sua presença.

Um abraço

Marcelo

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Maconha é a porta de entrada

A droga também pode provocar delírios, alucinações e dependência

Se é temerário afirmar que todo usuário de maconha se tornará dependente de crack, é quase certo que o usuário de crack experimentou maconha antes. Estudo do Serviço Nacional de Orientações e Informações sobre a Prevenção ao Uso Indevido de Drogas (Vivavoz) indica que metade dos usuários de maconha atendidos costuma utilizar drogas mais pesadas.

Em um universo de mil pessoas que ligaram de todo o país e se declararam usuários de maconha entre janeiro de 2006 e setembro de 2007, cerca de 500 relataram o consumo de cocaína e crack.

— Quem usa maconha tem mais chance de usar cocaína e crack, é um fator de risco. Como os piores efeitos da maconha só são percebidos a longo prazo, as pessoas acham que não dá nada e começam a usar substâncias mais pesadas — observa a psicofarmacologista Helena M. T. Barros, professora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e coordenadora do Vivavoz.

A maior parte dos usuários pesquisados tem entre 25 e 30 anos, mas começou a usar a droga na adolescência. Além de delírios, alucinações e dependência, a maconha pode provocar outras doenças comumente associadas ao uso do cigarro, como bronquite, asma, enfisema, faringite e até câncer.

Fonte: Site "Crack, nem pensar"

Crack, nem pensar.

Aderi à campanha da RBS. Sempre tive preocupação em manter-me informado sobre o assunto "drogas", pois, além de trabalhar com jovens por muito tempo, tenho filhos, e quero mantê-los longe desse inferno.
Mas, desta vez, resolvi me engajar na campanha, pois me sensibilizei com as histórias que tenho lido acerca dos efeitos desta droga na vida das pessoas. E são realmente devastadores.
Por isso, quero dar minha contribuição, mesmo que pequena, pois se cada um fizer um pouco, creio que é possível vencermos essa guerra. Além de colocar o link do site da campanha aqui no blog, vou postar informações, histórias, reportagens, e tudo o mais que possa ser útil para esclarecer as pessoas sobre a destruição que o crack causa aos seus usuários.
Se você puder, faça sua parte. Dissemine informações. Avise aos seus amigos. Ensine seus filhos. Fale do amor de Deus. Isso poderá evitar que você perca alguém muito importante.

O link da campanha é: http://zerohora.clicrbs.com.br/especial/rs/cracknempensar/home,0,3710,Capa.html

Um abraço

Marcelo