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Para pensar

Portanto, vão e façam discípulos... (Mateus 28:19)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Mais uma lição que meu filho me ensina

Hoje pela manhã, quando levava meus filhos para a escola, ouvi a seguinte exclamação espontânea do caçula, Tiago, de quatro anos: “Aaaaaaah! Agora entendi. As casas são juntinhas, mas tem uma parede no meio delas.”  Estávamos passando em frente a um condomínio de casas geminadas que está sendo contruído perto de nossa casa. O que me surpreendeu foi o fato dele nunca ter perguntado nada a respeito das casas; apenas realizava uma observação silenciosa, todos os dias, quando por ali passávamos. Até que, finalmente, ele compreendeu que se tratava de mais de uma casa, e não uma “casa bem grande.”
Por mais simples e óbvia que seja a observação para nós, adultos, ela nos ensina uma lição bem importante: antes de chegarmos a qualquer conclusão sobre determinado fato, precisamos fazer uma observação atenta sobre as circunstâncias que o cercam. Não podemos deixar que nossos “pré-conceitos” ou a pressa nos conduzam a conclusões precipitadas.
Antes de nos posicionarmos, é importante observar, ouvir, indagar, buscar a informação mais precisa possível, para, então, firmarmos nosso entendimento. E isso ainda não garantirá que nossa compreensão foi a mais acertada; apenas reduz a possibilidade de agirmos precipitadamente.
Normalmente, costumo observar com atenção os fatos e circunstâncias antes de chegar a uma conclusão sobre assuntos de maior importância. Mas meu filho relembou-me que preciso adotar também este comportamento em circunstâncias cotidianas, pois isso me possibilita aprender um pouco mais, a cada dia.
Um abraço
Marcelo           

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Em Nome da Justiça - Paulo César Baruk

Como podemos mudar esse país?

Sabe quando você escuta uma música, sem ouvi-la? A música está tocando nos fones mas você não está prestando atenção na letra. Sempre escutei a música Em nome da justiça, do Paulo César Baruk, assim, meio desligado. Hoje pela manhã, ouvindo-a, prestei atenção na letra. E ela é muito boa. Fala sobre postura, comprometimento, religiosidade e cristianismo autêntico.
Coloquei a letra abaixo. Outro dia, postarei o vídeo da música, mas se quiser assistir antes, deve ser fácil de achá-lo no Youtube.
Um abraço
Marcelo 
Em nome da justiça
Enquanto a violência acabar com o povão da baixada
E quem sabe tudo disser que não sabe de nada
Enquanto os salários morrerem de velho nas filas
E os homens banirem as leis ao invés de cumpri-las
Enquanto a doença tomar o lugar da saúde
E quem prometeu ser do povo mudar de atitude
Enquanto os bilhetes correrem debaixo da mesa
E a honra dos nobres ceder seu lugar à esperteza.
Não tem jeito não. Não tem jeito não.
Enquanto o domingo ainda for nosso dia sagrado
E em Nome de Deus se deixar os feridos de lado
Enquanto o pecado ainda for tão somente um pecado
Vivido, sentido, embutido, espremido e pensado
Enquanto se canta e se dança de olhos fechados
Tem gente morrendo de fome por todos os lados
O Deus que se canta nem sempre é o Deus que se vive,
Pois Deus se revela, se envolve, resolve e revive
Só com muito amor a gente muda esse país
Só o amor de Deus pra nossa gente ser feliz
Nós os filhos Seus temos que unir as nossas mãos
Em nome da justiça, por obras de justiça
Quem conhece a Deus não pode ouvir e se calar
Tem que ser profeta e sua bandeira levantar
Transformar o mundo é uma questão de compromisso
É muito mais, É muito mais, É muito mais e tudo isso.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Determinação + transpiração + disciplina = superação

Estou lendo o livro O Discurso do Rei, de Mark Logue e Peter Conradi. A obra trata sobre a luta e a superação dos problemas de fala do Rei George VI, da Inglaterra. A história também foi contada no cinema, e levou quatro premiações no Oscar 2011: melhor filme, ator, diretor e roteiro original. Como já disse outras vezes, sempre dou preferência para o livro. Quando o filme estiver em DVD, assistirei.
Deixando de lado os aspectos que cercam a realeza britânica, e as considerações que poderiam ser feitas sobre a monarquia como forma de governo no mundo contemporâneo (renderia outro post), chamou-me à atenção a forma como o então Duque de York superou a gagueira que lhe assombrava quando precisava discursar em público. Com a ajuda de Lionel Longue, um especialista nesta área, e muito esforço pessoal, o duque transformou-se num brilhante orador.
A fórmula determinação + transpiração + disciplina = superação foi aplicada com sucesso neste caso. A vontade de superar o problema (determinação), pois assim sua função exigia, aliada aos exercícios diários a que se submetia (transpiração), conjugados com a habitualidade da prática (disciplina), resultaram na superação do problema que parecia insuperável. Evidentemente, é preciso destacar a participação de Longue no processo, que diagnosticou com precisão a causa da gagueira, e ministrou o tratamento correto para eliminá-lo.
Aparentemente, a aplicação da fórmula parece simples. Entretanto, são poucos os privilegiados que conseguem segui-la com naturalidade. Sempre falta um ou outro elemento. Nestes casos, para alcançarmos os nossos objetivos, precisamos ampliar nossos esforços e nos dedicar com mais empenho para atingirmos o que buscamos. Sem contar, ainda, que, muitas vezes, precisamos lutar contra a indolência que nos acompanha.
Sabemos que sem esforço, nada acontece. Se temos objetivos definidos, precisamos caminhar com perseverança até eles, um passo da cada vez, uma dia de cada vez, mas caminhando sempre. Podemos alcançá-los rapidamente, ou com um pouco mais de tempo. Mas quando chegarmos lá, a sensação de satisfação nos invadirá, e olharemos para trás e veremos o quanto valeu a jornada.
Um abraço
Marcelo

terça-feira, 5 de abril de 2011

O essencial faz a vida valer a pena. Basta o essencial! (Texto de Rubem Alves que gostaria de compartilhar com vocês)

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.
Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltavam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral ou semelhante bobagem, seja ela qual for.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de Deus.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena. Basta o essencial!