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Para pensar

Portanto, vão e façam discípulos... (Mateus 28:19)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

127 horas

No último sábado, assisti o filme 127 horas. Baseado numa história real, o filme mostra a determinação do alpinista Aron Ralston para manter-se vivo diante de uma circunstância adversa. Visto por muitos como um lição de persistência e desejo de viver, o filme nos apresenta outros aspectos interessantes de serem observados.
Durante os cinco dias que Aron permaneceu preso no cânion, muitas lembranças vieram a sua mente. Cenas de sua infância, de seu relacionamento com seus pais, amigos, namorada, momentos de reflexão que o conduziu por caminhos, talvez, inexplorados na sua vivência. Entretanto, a sua principal descoberta diante da circunstância que se encontrava diz respeito ao verdadeiro motivo que o levou àquela situação: no momento do acidente que o prendeu no cânion, ele estava sozinho, sem ao menos ter informado alguém sobre o lugar onde estaria. Aliás, durante toda a sua vida ele sempre esteve sozinho. Seja escalando montanhas, seja dentro de um ginásio com centenas de pessoas ao seu redor, a solidão sempre o acompanhou.
Não sabemos o que teria acontecido se Aron estivesse acompanhado. Talvez o acidente não pudesse ter sido evitado. Mas certamente o desfecho teria sido diferente, pois contaria com alguém para ajudá-lo.
O homem é, por natureza, um ser relacional. Deus, ao criá-lo à sua imagem e semelhança, transferiu a ele essa capacidade. Por isso necessitamos de relacionamentos. A solidão contraria essa natureza. Por mais difíceis que sejam as situações que surgem à nossa frente, se temos amigos não as enfrentamos sozinhos. Por isso precisamos cultivar os nossos relacionamentos, compartilharmos experiências, conversarmos, rirmos juntos, chorarmos juntos. Uma pessoa sem amigos torna-se alguém fechado para a vida. Conquiste amigos, e a vida terá outro sabor.
Não esqueça: pessoas precisam de Deus, mas pessoas também precisam de pessoas. Sozinhos nunca, independentes jamais.
Um abraço
Marcelo

terça-feira, 19 de julho de 2011

Novo texto na página da IBMS

Prezados,

Está publicado na página da IBMS a mensagem ministrada pelo Pr. Tércio no dia 03 de julho de 2011. Basta clicar na aba para acessá-lo.

Um abraço e boa leitura.

Marcelo

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Igreja: um organismo vivo

Reler o livro de Atos dos Apóstolos é sempre desafiador. Nele, encontramos os principais fundamentos desse organismo chamado igreja. A partir do exemplo deixado por Cristo, os apóstolos deram início a uma revolução cujos efeitos sentimos ainda em nossos dias. Todavia, creio que a ideia original de Jesus sobre a igreja e seu papel neste mundo sofreu grandes transformações com o passar dos anos.

De um organismo vivo, atuante, baseado em relacionamentos de pessoas que se apoiam e se ajudam mutuamente, e que caminham em direção a Deus, a igreja passou a fortalecer-se como instituição, com seus dogmas e tradições, muitos deles responsáveis por impor às pessoas uma série de condições para que pudessem se aproximar de dEle. Entretanto, este nunca foi o plano de Cristo. No modelo que Ele instituiu, o relacionamento entre o homem e Deus se desenvolve sem intermediações, a partir de um livre acesso proporcionado pelo Seu sacrifício na cruz, sendo esta a única condição para que o homem achegue-se ao Criador: a aceitação desse sacrifício.

Não quero aqui desconsiderar ou desmerecer o papel das organizações, que é de grande importância para expansão do cristianismo. Quero, todavia, ressaltar que, em nenhuma hipótese, ele poderá ser mais importante que o papel desempenhado pelo organismo, o corpo vivo de Cristo, criado para edificação, fortalecimento e crescimento mútuos (Efésios 4:15,16).

A igreja plantada nos primeiros anos do cristianismo, e que tem seus primeiros passos relatados no livro de Atos dos Apóstolos, expandiu seus locais de adoração, deixando de estar apenas no Templo, e passando a reunir-se também nas casas. O calor transmitido pelo Espírito Santo permitiu que àqueles homens e mulheres experimentassem uma comunhão nunca antes sentida, e possibilitou que eles vivenciassem experiências inéditas em suas vidas (Atos 2:42-46; 3:1-10; 4:23-31). É preciso considerar, também, que algumas dessas experiências não foram muito agradáveis (p.ex., Ananias e Safira - Atos 5:1-11), mas nem isso fez com que a comunidade espiritual que estava se formando perdesse sua força e dinamismo.

Não sou um saudosista (mesmo porque não vivi naquela época). Mas creio que este é um bom modelo a ser observado (com todos os devidos cuidados que devem ser adotados no que diz respeito à evolução da sociedade e seus hábitos). E digo isso pelo simples motivo de que esse é o modelo que mais se aproxima da ideia original de Cristo, pois foi transmitido pelo próprio àqueles homens e mulheres.

Continuarei a minha releitura de Atos, e espero poder aprender um pouco mais sobre a igreja de Cristo, um organismo vivo que move-se em direção a Deus, e relaciona-se entre si.

Pessoas precisam de Deus. Mas pessoas também precisam de pessoas.

Um abraço

Marcelo