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Para pensar

Portanto, vão e façam discípulos... (Mateus 28:19)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Estudos no Sermão do Monte - Capítulo VII

O sétimo capítulo do livro que estamos estudando é a Justiça e Bem-aventurança. “Bem-aventurados os que tem fome e sede de justiça, porque serão fartos.” (Mt 5:6) Neste versículo encontramos uma das mais extraordinárias declarações do Evangelho cristão e de tudo quanto o mesmo pode proporcionar-nos. Ele frisa uma das mais fundamentais doutrinas do Evangelho, a saber, que a nossa salvação nos é propiciada inteiramente de graça, ou através da graça divina, por ser um dom inteiramente gratuito da parte de Deus. Essa é a grande ênfase desta declaração.
O autor ressalta que o mundo vive em busca da felicidade. No entanto, não a encontram pois sempre que alguém coloca a felicidade acima da justiça, quanto à ordem de prioridade, tal esforço está condenado ao fracasso. Só são realmente felizes as pessoas que buscam primeiramente a justiça. No caso de pessoas cristãs, muitas vezes a busca pelas bênçãos ou pelas experiências é prioridade. Entretanto, convém ressaltar que são realmente abençoados àqueles que tem fome e sede de justiça. E o que está envolvido nesta justiça? Não se trata de uma espécie de retidão ou moralidade que é comum a todas as pessoas, mas ela aponta para o desejo de receber a libertação do pecado, em todas as suas formas e em sua própria manifestação, pois o pecado nos afasta de Deus. É o desejo do homem de ser positivamente santo; ele deseja ser um exemplo das bem-aventuranças em seu viver diário. É o homem que quer exibir o fruto do Espírito em cada uma de suas ações, bem como na totalidade de sua vida e suas atividades.
E o que significa ter fome e sede? Significa que temos consciência das nossas próprias necessidades. “A fome é profunda e forte, que continua enquanto não for satisfeita. A fome fere e é dolorosa. Essa fome espiritual assemelha-se à fome e à sede reais. É algo que continua se intensificando e que deixa o indivíduo simplesmente desesperado”, afirma Lloyd-Jones.
Por fim, deve ser considerado o que foi prometido às pessoas dotadas dessa virtude. Ser farto significa receber aquilo que tanto elas desejam. Àqueles que tem fome e sede de justiça serão saciados, mediante a operação da graça de Deus, que nos dá a convicção de que a barreira do pecado e da culpa foi removida, e mais nada nos separa de Deus.

No próximo capítulo, este tema será ainda aprofundado.

Espero que você esteja sendo abençoado assim como eu estou sendo ao postar os resumos deste livro. Se você quiser deixar um comentário sobre os textos, fique à vontade. O espaço é seu.

Um abraço

Marcelo

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Quanto tempo dedicamos aos nossos filhos? Leia e pense.

A história é conhecida, mas vale a reflexão.

Um menino, com voz tímida e os olhos cheios de admiração, pergunta ao pai, quando este retorna do trabalho:
- Pai, quanto o senhor ganha por hora?
O pai, num gesto severo, responde:
- Escuta aqui, meu filho, isto nem a sua mãe, sabe. Não amole, estou cansado!
Mas o filho insiste:
- Mas papai, por favor, diga, quanto o senhor ganha por hora?
A reação do pai foi menos severa e respondeu:
- Três reais por hora.
Então, papai, o senhor poderia me emprestar um real?
O pai, cheio de ira e tratando o filho com brutalidade, respondeu:
- Então essa era a razão de querer saber quanto eu ganho? Vá dormir e não me amole mais!
Já era noite, quando o pai começou a pensar no que havia acontecido e sentiu-se culpado. Talvez, quem sabe, o filho precisasse comprar algo. Querendo descarregar sua consciência doída, foi até o quarto do menino e, em voz baixa, perguntou:
- Filho, está dormindo?
- Não, papai! – o garoto respondeu sonolento e choroso.
- Olha, aqui está o dinheiro que me pediu: Um real.
- Muito obrigado, papai! – disse o filho, levantando-se e retirando mais dois reais de uma caixinha que estava sob a cama.
- Agora já completei, papai! Tenho três reais. Poderia me vender uma hora de seu tempo?

O tempo que passamos com nossos filhos não é tempo perdido, mas investido. Precisamos dedicar algum tempo na correria do dia-a-dia para estarmos com eles, antes que seja tarde demais.

Um abraço

Marcelo

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Estudos no Sermão do Monte - Capítulo VI

Bem-aventurados os mansos. Este é o título do sexto capítulo do livro de Lloyd-Jones. A sentença completa é: “Bem aventurados os mansos, porque herdarão a terra”, e contraria completamente o pensamento do homem natural, que afirma que quanto mais uma pessoa se impõe e se expressa, quanto mais se organiza e manifesta o seu poderio e as suas habilidades, tanto mais perto se acha do sucesso e do progresso.
Na sua abordagem sobre esta bem-aventurança, o autor destaca a conexão existente entre ela e as anteriores. “Em primeiro lugar, há aquele postulado fundamental sobre a necessidade de sermos ‘humildes de espírito’. Essa é a atitude de espírito, primária e fundamental, a qual, por sua vez, conduz à condição de espírito lamentoso, quando tomamos consciência de nossa pecaminosidade; e isso, por sua vez, leva ao espírito de mansidão”, afirma o autor. Entretanto, apesar da lógica existente na sequência de apresentação das bem-aventuranças, a medida em que elas vão sendo anunciadas, se vão tornando progressivamente mais difíceis.
Mas o que é mansidão? Como já foi dito, não se trata de uma qualidade natural; é algo produzido pelo Espírito de Deus. Também não é algo que possa ser explicado em uma simples sentença, pois se trata de uma série de atitudes e condutas em relação ao próximo e a nós mesmos. O indivíduo manso não se orgulha de si mesmo, nem se vangloria a seu próprio respeito. Não faz exigências quanto à sua posição, aos seus privilégios, às suas possessões e à sua situação na vida. Não vive cuidando de si e de seus interesses pessoais. Ser manso significa estar disposto a ouvir e aprender. Significa considerar os outros superiores a si mesmo.
Aos mansos está reservado “herdar a terra”, ou seja, viver satisfeito e contente nesta vida. Mas também existe aí uma referência ao futuro, como herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo. Mas para isso, é necessário que sigamos o exemplo de Jesus, que demonstrou em sua vida o que era mansidão, ao ponto de ser morto pelos pecados da humanidade.

Graça e paz.

Marcelo

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Estudos no Sermão do Monte - Capítulo V

O título do capítulo V é Bem-aventurado os que choram, a apresenta uma aparente contradição quando analisado sob a filosofia do mundo em que vivemos, que afirma: seja tão feliz quanto possível, custe o que custar. Entretanto, não é isso que afirma o Evangelho. Ele diz: "Felizes os que choram." É importante ressaltar que trata-se de uma afirmativa inteiramente espiritual em seu significado. Não se trata de chorar por motivo de alguma tristeza, mas a tristeza espiritualmente provocada. Tal atitude jamais pode ser encontrada no mundo em que vivemos. Entretanto, o autor salienta que isso é algo que não está em evidência na igreja moderna. "Preocupa-nos o estado e a vida da Igreja nos dias atuais. Não hesito ao afirmar novamente que a Igreja não está exercendo um maior impacto sobre a vida dos homens e mulheres deste nosso mundo devido ao fato que a sua própria vida não se acha em ordem", afirma Lloyd-Jones.
Na sequência, o autor destaca, pelo menos, dois motivos para essa ausência de "choro espiritual" nas igrejas: (1) falta de uma real e profunda convicção sobre o pecado, e (2) presença de um conceito superficial de júbilo e felicidade. A conjugação destes fatores produz um tipo de crente superficial, uma forma de vida cristã extremamente inadequada.
Mas o que é, então, este "choro espiritual"? Segundo o autor, é resultado direto da "humildade de espírito". "Quando contemplo Deus e a Sua santidade, e em seguida contemplo a vida que se espera que eu viva, então é que realmente vejo a mim mesmo, o meu total desamparo e desesperança", afirma Lloyd-Jones. O homem que realmente viu a si mesmo, tendo-se examinado em sua pessoa e vida, é alguém que se viu forçado a chorar em vista dos seus pecados. Contudo, o cristão verdadeiro também chora pelos pecados alheios. Preocupa-se com a sociedade e com o mundo. O cristão vê-se forçado a chorar diante da natureza do pecado, porque o pecado invadiu este mundo, arrastando-o a tão temíveis consequências.
Todavia, a bem-aventurança se completa afirmando que os que choram serão consolados. Pois é quando um homem vê a si mesmo nesse desamparo indizível, que o Espírito Santo lhe revela o Senhor Jesus Cristo como a sua perfeita satisfação. Através do Espírito, tal indivíduo percebe que Cristo morreu pelos seus pecados, postando-se então como seu advogado na presença de Deus. Tal homem vê em Cristo a perfeita provisão preparada por Deus; e imediatamente ele se sente consolado.
Que Deus nos ajude a sermos sensíveis a ponto de chorarmos por nossas vidas e pela vida de nossos semelhantes.

Um abraço

Marcelo

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Marcha Para Jesus 2009 - Algumas fotos

Tendo em vista o absoluto silêncio da imprensa, publico algumas fotos do evento que reuniu em torno de 10.000 pessoas em Porto Alegre, na tarde do último sábado, dia 03/10.

 
 
 
 
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Estudos no Sermão do Monte - Capítulo IV

O capítulo IV tem por título Bem-aventurados os humildes de espírito, e marca o início do estudo específico do sermão. Conforme veremos, não é acidental que a primeira bem-aventurança diga respeito aos humildes de espírito, pois essa é a característica fundamental do cristão, do cidadão do reino dos céus, e todas as demais são resultantes dessa primeira qualidade. Conforme explica Lloyd-Jones, "...ela indica um esvaziamento, ao passo que as demais apontam para uma plenitude. Não poderemos ser cheios enquanto não formos primeiramente esvaziados." Ela deixa evidente que não existe a possibilidae de subirmos em direção ao elevado nível de vida cristã que o sermão nos exige por nossas próprias forças, sem reconhecermos a nossa dependência de Deus.
Além disso, ela vai de encontro ao espírito que domina a sociedade contemporânea, que dá grande ênfase a autodependência, autoconfiança e auto-expressão. A idéia dominante é: se alguém quiser vencer neste mundo, então que acredite em si mesmo. Essa é a idéia que domina as vidas dos homens da atualidade. Entretanto, ressalta o autor, precisamos compreender a "humildade de espírito" a partir de algumas idéias negativas. Ser "humilde de espírito" não quer dizer que deveríamos ser tímidos, fracos ou acovardados, nem exige supressão da personalidade. Essa qualidade aponta para a completa ausência de orgulho pessoal, para a completa ausência de segurança própria e autodependência. Ela indica a consciência de que nada representamos na presença de Deus. Ser "humilde de espírito" significa, nas palavras de Lloyd-Jones, "...que se alguém é crente autêntico, então não está dependendo dos seus dotes naturais. Os humildes de espírito não dependem do fato que pertencem a determinadas famílias; não se vangloriam de pertencer a certas raças ou nacionalidades. Essas pessoas também não edificam as suas vidas sobre o alicerce do seu temperamento natural. Nem acreditam que haja alguma vantagem em sua posição natural na vida. [...] Ser humilde de espírito é sentir que nada somos, que nada temos, e também que olhamos para Deus em total submissão a Ele, dependendo inteiramente de Sua misericórdia."
O autor fecha o capítulo procurando estabelecer a forma como nos tornamos humildes de espírito. "Não olhemos para nós mesmos, e nem comecemos a tentar fazer as coisas por nossas próprias forças." Devemos, sim, voltarmos os nossos olhos para Cristo, lendo a Bíblia e examinando o que Ele quer de nós. Quanto mais fixarmos o olhar nele, mais nos sentiremos nulos, e tanto mais nos tornaremos "humildes de espírito".

Um abraço,

Marcelo