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Portanto, vão e façam discípulos... (Mateus 28:19)

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Estudos no Sermão do Monte - Capítulo VI

Bem-aventurados os mansos. Este é o título do sexto capítulo do livro de Lloyd-Jones. A sentença completa é: “Bem aventurados os mansos, porque herdarão a terra”, e contraria completamente o pensamento do homem natural, que afirma que quanto mais uma pessoa se impõe e se expressa, quanto mais se organiza e manifesta o seu poderio e as suas habilidades, tanto mais perto se acha do sucesso e do progresso.
Na sua abordagem sobre esta bem-aventurança, o autor destaca a conexão existente entre ela e as anteriores. “Em primeiro lugar, há aquele postulado fundamental sobre a necessidade de sermos ‘humildes de espírito’. Essa é a atitude de espírito, primária e fundamental, a qual, por sua vez, conduz à condição de espírito lamentoso, quando tomamos consciência de nossa pecaminosidade; e isso, por sua vez, leva ao espírito de mansidão”, afirma o autor. Entretanto, apesar da lógica existente na sequência de apresentação das bem-aventuranças, a medida em que elas vão sendo anunciadas, se vão tornando progressivamente mais difíceis.
Mas o que é mansidão? Como já foi dito, não se trata de uma qualidade natural; é algo produzido pelo Espírito de Deus. Também não é algo que possa ser explicado em uma simples sentença, pois se trata de uma série de atitudes e condutas em relação ao próximo e a nós mesmos. O indivíduo manso não se orgulha de si mesmo, nem se vangloria a seu próprio respeito. Não faz exigências quanto à sua posição, aos seus privilégios, às suas possessões e à sua situação na vida. Não vive cuidando de si e de seus interesses pessoais. Ser manso significa estar disposto a ouvir e aprender. Significa considerar os outros superiores a si mesmo.
Aos mansos está reservado “herdar a terra”, ou seja, viver satisfeito e contente nesta vida. Mas também existe aí uma referência ao futuro, como herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo. Mas para isso, é necessário que sigamos o exemplo de Jesus, que demonstrou em sua vida o que era mansidão, ao ponto de ser morto pelos pecados da humanidade.

Graça e paz.

Marcelo

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