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Para pensar

Portanto, vão e façam discípulos... (Mateus 28:19)

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Ser e fazer discípulos - Da prática à teoria

A maioria dos processos de aprendizagem segue um mesmo padrão de processamento: o aluno deve aprender a teoria antes de exercitá-la. Somente após uma grande carga de conhecimento teórico, o aprendiz tem a oportunidade de praticar aquilo que aprendeu.

Entretanto, algumas exceções acontecem. Uma delas é o processo de formação de discípulos inaugurado por Jesus. Após chamar seus discípulos (Mt 4:18-22 - NVI), Ele iniciou seu ministério, passando "por toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas deles, pregando as boas novas do Reino e curando todas as enfermidades e doenças entre o povo." (Mt 4:23 - NVI) Durante Sua jornada, foi sempre seguido por grande multidão, e acompanhado pelos Seus discípulos, que a tudo presenciavam, observando a forma como Ele ensinava, pregava e curava. Estavam realizando um "estágio" antes da formação teórica.

Em determinado momento, Jesus, vendo a necessidade da multidão que O seguia, chamou os Seus discípulos e ensinou a eles os princípios básicos sobre vida cristã e discipulado, lições estas contidas no Sermão do Monte (Mt 5-7). Apesar de toda a multidão ter se beneficiado com os ensinos de Jesus, àquelas palavras eram dirigidas especialmente aos Seus discípulos (Vendo Jesus as multidões, Jesus subiu ao monte e se assentou. Seus discípulos aproximaram-se dele, e Ele começou a ensiná-los, [...] Mt 5:1-2 - NVI) Naquele momento, Jesus estava estabelecendo as bases para o discipulado cristão, ensinando àqueles homens como eles deveriam se portar e agir para serem identificados como seguidores de Cristo.

Eis mais uma quebra de paradigma realizada por Cristo: após mostrar aos discípulos aquilo que eles deveriam fazer, ensinou-os como eles, primeiro, deveriam ser para, depois, fazer.

Muitas vezes, nossa ansiedade não nos permite vivermos este processo de forma correta. Queremos fazer, realizar, exercer ministérios, mas não queremos passar pelos ítens de processamento que nos trarão crescimento interior e maturidade. Se pularmos etapas neste processo de formação, corremos o risco de nos depararmos com situações nas quais nos faltarão elementos importantes para enfrentá-las.

Por isso, todo processo de formação é importante, e saltar etapas nos deixará inacabados para enfrentarmos determinadas circunstâncias. Como discípulos de Jesus, precisamos entender que todas as circunstâncias que enfrentamos, por pior que pareçam, são relevantes para forjar o nosso caráter, nos proporcionando o crescimento que nos levará à maturidade, nos permitindo realizar de forma plena àquilo que Deus quer fazer através das nossas vidas.

Um abraço

Marcelo      
  


por toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas deles, pregando as boas novas do Reino e curando todas as enfermidades e doenças entre o povo.
Mateus 4:23
por toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas deles, pregando as boas novas do Reino e curando todas as enfermidades e doenças entre o povo.
Mateus 4:23
por toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas deles, pregando as boas novas do Reino e curando todas as enfermidades e doenças entre o povo.
Mateus 4:23
por toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas deles, pregando as boas novas do Reino e curando todas as enfermidades e doenças entre o povo.
Mateus 4:23

terça-feira, 9 de outubro de 2012

O dia seguinte

Chegamos ao fim de mais um processo eleitoral. Durante estes meses, sempre procurei pautar minhas ações pelo respeito e cordialidade, pois como afirmei durante toda campanha, a eleição passa, mas a vida continua, e restaurar relacionamentos é sempre uma tarefa árdua. A todos aqueles que concorreram, deixo minha consideração e respeito, pois vi que se trata de um processo extremamente desgastante e difícil de ser enfrentado.

Aos que conseguiram alcançar seus objetivos, dou os parabéns, salientando que o maior trecho da jornada começa agora, que é honrar as promessas realizadas e os votos recebidos. Aos que não conseguiram sua eleição, também dou os parabéns, pois foram corajosos a ponto de moverem-se em direção ao seu sonho, deixando a inércia de lado, e caminhando por uma estrada difícil, cheia de sacrifícios e renúncias.

O mundo gira muito rápido, os caminhos se cruzam, e o mais importante é podermos caminhar com a certeza de que fizemos o nosso melhor, preservando aquilo que nos é de grande valor, os amigos.

Um abraço

Marcelo

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Ser e fazer discípulos

Faz alguns meses que penso sobre o tema “discipulado”.
Eis uma das principais missões de cada cristão: fazer discípulos de Cristo (Mt 28:19). Recentemente, tive a oportunidade de participar da Conferência MDA (Modelo de Discipulado Apostólico), onde conheci igrejas que utilizam o discipulado um a um e tem experimentado um grande crescimento, tanto quantitativo como qualitativo. Deixando de lado as questões que alguns consideram polêmicas, e centrando-me naquilo que é relevante, a visão de discipulado um a um foi utilizada por Jesus durante todo Seu ministério para treinar seus discípulos.
O recrutamento daqueles que viriam a ser seus seguidores mais próximos iniciou com Pedro e seu irmão André, pescadores que estavam à beira do Mar da Galiléia exercendo seu ofício quando foram chamados por Cristo. O relato deste encontro pode ser lido em Mateus 4:18: “Andando à beira do mar da Galiléia, Jesus viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Eles estavam lançando redes ao mar, pois eram pescadores.”  Parece uma simples observação sobre a profissão daqueles homens. Entretanto, ela nos revela um princípio de grande importância quando falamos de discipulado, e que aprendi ouvindo a ministração do Pr. Tércio, pastor da Igreja Batista Mont’Serrat, falando sobre as principais características de um seguidor de Cristo (http://vimeo.com/39300832).
Para uma melhor compreensão do significado desta observação, é importante resgatarmos o contexto judaico em que eram formados os discípulos.
A formação de um discípulo envolvia três estágios:
a) Dos seis anos até os dez anos - era o primeiro estágio da educação, chamado de Bet Sefer (Casa do Livro). Neste período, as crianças começavam os estudos da Torá. A meta desse tempo era que, com dez anos, as crianças já tivessem a Torá memorizada. Alguns alunos começavam a se destacar e demonstrar habilidades naturais. Esses eram separados dos outros e passavam ao estágio seguinte de ensino.
b) Esse segundo estágio do ensino se chamava Bet Talmud (Casa de Aprender). Ali os alunos ficavam até aos catorze anos. Os que não prosseguiam voltavam para casa para aprender o oficio dos pais, da família. Enquanto isso, os que continuavam a formação na Bet Talmud deviam memorizar o restante das Escrituras Hebraicas. Com treze ou catorze anos, os melhores alunos já haviam decorado todo o Antigo Testamento e aprendido a arte de fazer perguntas e da tradição oral sobre o texto, sabendo o texto mas também sabendo quem tinha dito o que e em nome de quem.
c) O último estágio era o Bet Midrash (Casa de Estudo), entre nos catorze e quinze anos, quando o aluno se apresentava a um rabino famoso e dizia: "Rabino, eu quero ser um discípulo seu". Quando um aluno pedia a um rabino para ser um de seus “Talmidim”, ele desejava tomar sobre si o jugo desse rabino. Ele queria aprender a fazer o que o rabino fazia.
Interessante observar que todos os meninos judaicos passavam por este processo, inclusive Pedro e André. Entretanto, eles não conseguiram chegar ao último estágio. Retornaram à sua família para aprenderem o ofício de seu pai, tornando-se pescadores. Por que, então, eles eram pescadores? Porque eles não tinham os requisitos dos melhores alunos para se tornarem Talmidim de algum rabino. Jesus, então, quebra o paradigma estabelecido pelos líderes religiosos e escolhe, para serem seus discípulos, àqueles que não foram suficientemente bons para serem seguidores dos rabinos da época.
Quando Ele os desafiou a segui-Lo, imagino que aqueles homens se sentiram valorizados, abandonando imediatamente o que estavam fazendo para acompanhar Jesus num projeto que transformou as suas vidas e o mundo.
Observando este texto, aprendo que não importa o que as pessoas pensam a nosso respeito, ou se reunimos as condições necessárias para sermos um seguidor de Cristo. O que realmente importa é que Ele acredita em nós. Mesmo que pensamentos de incapacidade nos rondem, devemos confiar que Ele nos capacitará para realizarmos a Sua obra, assim como ele capacitou os discípulos. Para isso, precisamos nos colocar nas Suas mãos, deixando que Ele nos molde conforme a Sua vontade.
Um abraço
Marcelo    







Hora da retomada

Depois de uma longa pausa (muito além do que eu imaginava), retomarei as postagens do blog. Foi um tempo necessário para reciclar algumas idéias, abrir mão de outras, adquirir novas experiências. Muitas coisas aconteceram nesses últimos meses, e espero poder compartilhar algumas delas aqui neste espaço. Também quero atualizar as sinopses das leituras que realizei.

Enfim, retomarei a caminhada do blog, e espero contar com a tua companhia.

Um abraço,

Marcelo