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Para pensar

Portanto, vão e façam discípulos... (Mateus 28:19)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O exemplo de Cristo

"Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai. "(Filipenses 2:5-11)
O texto fala por si. Creio ser desnecessário fazer qualquer comentário. Sigamos este exemplo, e estaremos contribuindo para um mundo melhor.
Um abraço
Marcelo

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Free to Believe - Missão Portas Abertas

A Missão Portas Abertas, uma entidade criada para fortalecer e preparar o Corpo de Cristo que vive sob ou enfrenta restrição e perseguição em razão de sua fé em Jesus Cristo e encorajar o envolvimento dos cristãos no evangelismo mundial, está organizando a campanha Free to Believe, que visa impedir a aprovação da Resolução da Difamação da Religião na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). A resolução restringe a liberdade religiosa em países islâmicos.

Maiores informações podem ser obtidas no site www.portasabertas.org.br.

A campanha vai até o dia 22 de novembro.

Um abraço

Marcelo







quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Família, um projeto de Deus

Nos últimos anos, o tema “família” tem sido objeto de grande preocupação no meio cristão. Muito se tem falado, escrito, ensinado, sobre como manter a família unida e sadia. Mas apesar desta grande ênfase, as famílias continuam sofrendo com as separações, violência familiar, depressões, uso de drogas, álcool, e tantas outras mazelas que tem afetado a estrutura familiar e trazido tanta tristeza e sofrimento para seus integrantes, inclusive para as famílias cristãs.
Por mais que os estudiosos do tema e profissionais da área tentem explicar o motivo deste caos que se instalou em muitas famílias, sabemos que a raiz destes problemas encontra-se no fato de que a humanidade, de uma forma geral, voltou às costas para Deus, abandonando seus princípios e Sua Palavra, tentando resolver, por suas próprias forças, seus dilemas e conflitos. Os valores éticos, morais e religiosos foram deixados de lado, em troca de valores “descartáveis”, característicos da sociedade em que vivemos, efêmera e instantânea.
Diante disso, a pergunta que nos fazemos é: “Como podemos trazer a família de volta para o seu lugar? Isso é possível?” Eu lhes afirmo que sim. Precisamos, urgentemente, retornarmos ao padrão estabelecido por Deus para a família, através da sua Palavra. Precisamos de “uma dose consistente da verdade bíblica misturada com a sabedoria dada por Deus”, como afirmou Charles Swindoll, para trazermos a família de volta para o padrão divino.
A instituição “família” nasceu no coração do próprio Deus, com o propósito de perpetuar os seus estatutos e mandamentos, ou seja, fazer conhecidos, a todas as gerações, os seus princípios e valores. Quando a nação de Israel estava às portas da terra prometida, Deus fez com que Moisés reafirmasse diante do povo toda a lei que Ele lhe havia dado, pois a geração que entraria em Canaã não era a mesma que estava com Moisés no Monte Sinai, quando ele recebeu do Senhor os estatutos e juízos dados por Deus. Portanto, era necessário que eles ouvissem àquilo que seus antepassados já haviam ouvido, para que pudessem manter a sua identidade como povo de Deus quando iniciassem a campanha para tomar a terra prometida.
Mas além de ouvir os estatutos e mandamentos, era preciso que eles os ensinassem aos seus filhos, como forma de assegurar a transmissão das verdades divinas às futuras gerações. Nos diz o texto bíblico, em Deuteronômio 6:3-9;13:
Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-se, e ao levantar-se. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas.[...] O Senhor, teu Deus, temerás, a ele servirás, e, pelo seu nome, jurarás.
Eis, então, o grande propósito de Deus para a família cristã: transmitir os valores éticos, morais e espirituais ensinados na Palavra do Senhor através das gerações. E para tanto, Ele conta com as nossas famílias.
A Bíblia não nos apresenta um conceito específico para o termo “família”, mas podemos construí-lo a partir de um estudo sistemático do tema ao longo das Escrituras:
Unidade formada a partir do casamento de um homem e uma mulher, integrada pelos filhos, e com o propósito de suprir as necessidades físicas, emocionais e espirituais de seus integrantes, mediante o desenvolvimento de relacionamentos baseados no amor, respeito e confiança.
A família estrutura-se a partir dos relacionamentos desenvolvidos entre os cônjuges, entre pais e filhos e entre os filhos. Entretanto, existe um outro nível de relacionamento, e, com toda certeza, trata-se do mais importante: o relacionamento da família com Deus. Observem o texto mencionado em Deuteronômio: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. [...] O Senhor, teu Deus, temerás, a Ele servirás...” Esta é a relação que norteia todas as demais, e pela qual devemos zelar: o relacionamento com Deus, tanto pessoal, como coletivo enquanto família.
É importante percebermos que a família funciona como um sistema de engrenagens, no qual cada um tem seu papel e responsabilidade, cooperando para a harmonia familiar. Todavia, encontramos aqui um dos mais sérios problemas que tem levado às famílias ao conflito: a inversão de papéis.
Deus estabeleceu um modelo para as relações familiares, no qual cada integrante tem seu lugar. Alterar este modelo é extremamente perigoso, pois isso poderá trazer confusão e desordem no ambiente familiar, com consequências, na maioria das vezes, desagradáveis.
Ao escrever o Salmo 128, o salmista expressou àquilo que desejamos para as nossas famílias: um lar com harmonia e felicidade.
Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos. Pois comerás do trabalho das tuas mãos; feliz serás, e te irá bem. A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos como plantas de oliveira à roda da tua mesa. Eis que assim será abençoado o homem que teme ao Senhor. (Salmos 128:1-4)
Entretanto, em muitos lares, esta não é a realidade. E um dos motivos para que isto ocorra é a falta de observância dos princípios mais elementares no relacionamento entre pais e filhos. A instrução de Paulo era a seguinte: “Filhos, obedecei a vossos pais...”. Todavia, em algumas famílias, esta sentença tem sido invertida, com os filhos usurpando a autoridade dos pais.
As crianças, desde que nascem, testam a autoridade dos pais para ver até onde eles podem ser controlados, e até onde eles atenderão seus desejos. Se, durante este processo, os pais não estipularem, com firmeza, os limites que o filho deverá observar, a tendência é que, com o passar dos anos, esta criança tenha dificuldades de reconhecer a autoridade dos pais.
Os nossos filhos precisam de limites. Eles precisam saber o que podem e o que não podem fazer; precisam conhecer as regras do jogo. E, apesar dos filhos reagirem contra isso, no seu íntimo, eles desejam que os pais usem de sua autoridade e imponham limites, pois eles precisam disso para sentirem-se mais seguros. Mas, infelizmente, em muitos lares, limite é sinônimo de permissão e não faz mais parte dos princípios da família. Com medo de serem rigorosos de mais, ou como forma de compensar a ausência no lar, devido aos inúmeros compromissos da vida moderna (e religiosa), os pais tem se omitido no cumprimento de sua principal responsabilidade: educar os filhos. Muitos terceirizam essa árdua tarefa, delegando à escola, à igreja, à televisão, à babá, etc, esta tão relevante missão. Faz-se necessário que os pais, com urgência, reassumam este papel, pois esta é a vontade de Deus para as nossas famílias. E para tanto, precisamos observar a instrução deixada por Paulo, em Efésios 6:4: “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor.” Do texto, podemos extrair três atitudes que os pais devem ter com seus filhos: ensinar, disciplinar e amar.
Provérbios 22:6 nos diz: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” A instrução é a melhor maneira de moldarmos a personalidade de nossos filhos. O ensino consistente e contínuo fará com que eles sejam bons filhos, bons cônjuges, bons pais, bons cidadãos. E não falo apenas sobre as coisas espirituais, mas também sobre valores morais, éticos e sociais. Eles não nascem sabendo como devem se portar à mesa, como amarrar o cadarço dos tênis, como tomar banho, quando dizer “obrigado”, “por favor” e “com licença”. Eles precisam ser orientados, instruídos, não apenas com palavras, mas com o exemplo.
Convém ressaltar, porém, que ensinar exige tempo, paciência e dedicação. Não é uma tarefa fácil, pois, muitas vezes, podemos perder até a estima do filho. Todavia, os que persistem, colhem bons frutos, inclusive com o reconhecimento dos próprios filhos sobre a importância que teve, na sua formação, a atitude dos pais.
A disciplina é um dos principais elementos na formação do caráter de uma pessoa. É a forma que dispomos para corrigir o rumo quando a instrução não foi bem assimilada pela criança. Se aplicada corretamente, trará grandes benefícios ao seu desenvolvimento. Entretanto, a sua ausência pode trazer consequências desagradáveis, conforme nos diz Provérbios 23:13: “Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno.” Eis o grande benefício da disciplina: livrar os nossos filhos da morte, ou seja, mantê-los dentro de um padrão de comportamento que não seja prejudicial à sua alma.
Em abril de 2009, nós acompanhamos, estarrecidos, a tragédia de uma família destruída pelo crack. O filho, viciado, foi morto pela mãe com um tiro, depois de uma briga entre eles, na zona Sul de Porto Alegre. Dias depois, entrevistada, ela deu a seguinte declaração:
Filho único. Ele sempre me dominou. Tinha um jeitinho de pedir as coisas que eu não podia negar. Quando não estava no crack, era muito carinhoso. Era a mãezona dele. Às vezes, eu brigava com meu marido, que era mais enérgico, para defender ele. Foi muito mimado por mim. Acho que foi esse meu defeito.”
Como podemos evitar que este tipo de coisa aconteça em nossas casas? Não basta apenas pensarmos positivamente e orarmos muito. Nem esperar que outros façam o nosso trabalho. Isso exige mãos que disciplinem. Suas mãos, pais.
Uma última observação: comece cedo – Provérbios 13:24: “O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina.” Quanto mais tarde iniciarmos a correção, mais difícil será.
Por fim, é fundamental que todo o processo de ensino e disciplina seja realizado com amor. Essa foi a orientação de Paulo: “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira...” Quando agimos com injustiça, ou com excesso na disciplina, provocamos a ira dos nossos filhos. Por isso, é importante mantermos o equilíbrio e a coerência quando vamos ensinar/disciplinar. Autoridade não é a mesma coisa que autoritarismo. Infelizmente, muitos pais cometem excessos na disciplina, julgando estar zelando por sua autoridade, quando na verdade estão protegendo seu orgulho. Em vez de moldar a vontade do filho, esmagam seu espírito, humilhando-o.
A verdadeira disciplina é feita com amor, da mesma forma como Deus nos corrige. “Porque o Senhor repreende a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem.” Provérbios 3:12
Resta, ainda, dirigir uma palavra aos filhos. Não custa relembrar, aqui, a instrução de Paulo: “Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo.” O texto não diz que é para obedecer apenas quando os pais estão certos, ou quando a ordem é agradável, ou quando quero fazer alguma troca. O texto diz para obedecer e pronto.
Por mais que os filhos pensem que já conhecem todos os segredos da vida (mesmo que essa vida tenha apenas doze, treze, quinze, dezoito anos), é preciso admitir que os pais já conhecem esse caminho, pois já passaram por ele. Então, porque não aceitar os seus conselhos e atender às suas orientações? Certamente, essa atitude poderá evitar aborrecimentos futuros. Além disso, os pais buscam sempre o melhor para os filhos (apesar de muitas vezes não parecer), pois depositam neles todos os seus sonhos, esperanças e expectativas.
A obediência e o respeito aos pais é tão importante para Deus que encontramos uma ordem expressa Dele com relação à atitude que devemos ter para com eles entre os Dez Mandamentos, e com promessa de Deus para àqueles que o cumprirem: “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os seus dias sobre a terra que o Senhor, teu Deus, te dá.” Êxodo 20:12
Portanto, filhos, observem o mandamento divino e vocês serão grandemente abençoados por Deus.
Deus, ao criar a família, viu nela a possibilidade do homem realizar-se plenamente, através de relacionamentos sadios e sinceros, que contribuiriam para sua formação moral, ética e espiritual. Com a entrada do pecado no mundo, a primeira família iniciou um processo de desestruturação, que culminou com uma grande tragédia. E essa mesma história vem se repetindo ao longo dos séculos.
Somente com a observância dos princípios estabelecidos por Deus para a família os lares poderão ser um lugar de harmonia ou felicidade. Permita que Deus reine em seu lar, e seja o Senhor de sua vida e da sua família. Faça como Josué, que tomou uma postura corajosa ao declarar: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor.” Josué 24:15
Um abraço
Marcelo

domingo, 7 de novembro de 2010

Comentários no Blog

Prezados,

Tenho recebido alguns comentários "ao vivo" sobre algumas postagens feitas aqui no blog. E é sempre bom obtermos um retorno quando escrevemos algo, mesmo que sejam críticas. Por isso, fiquem à vontade para deixar seus comentários aqui no blog. Até porque este também é um espaço para debatermos os temas que aqui são tratados.

Para fazer isso, basta clicar no link "comentários", que está bem ao lado do horário da postagem, logo abaixo da mensagem. Se quiser compartilhar o texto com outras pessoas, pode fazer isso via Twitter, Facebook, e-mail, pois os links que ali estão possibilitam isso facilmente, conforme exemplificado abaixo:



Um abraço

Marcelo

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Filhos, herança do Senhor.

Estou começando a leitura do livro Casamento à prova de filhos, da Dra. Debbie Cherry. Assim que conclui-lo, farei um comentário aqui no blog. Entretanto, uma frase do prefácio, assinado por Gary Chapman (autor de As cinco linguagens do amor, entre outros títulos) me chamou a atenção:

Estou convencido que uma das melhores coisas que podemos fazer pelos nossos filhos é prover-lhes um modelo conjugal saudável.

Concordo plenamente com a colocação do Dr. Chapman. Sempre que pensamos no legado que vamos deixar para os nossos filhos, nos vem à mente, primeiramente, bens materiais. Queremos que eles iniciem a vida com o mínimo de estabilidade financeira, com um bom emprego, um apartamento e um carro, entre outros bens. Investimos na sua formação, bons cursos de línguas estrangeiras, qualificação profissional, etc. Queremos educá-los com todo esmero para que se tornem bons pais, bons cristãos, bons cidadãos, e que sejam úteis para a sociedade. Antes de prosseguir, gostaria de salientar que tudo isso é legítimo, e não há nenhum mal em desejar isso. Eu também almejo isso.

Entretanto, muitos casais se empenham tanto para alcançarem este objetivo, e se envolvem tanto com os filhos, que esquecem de proporcionar-lhes o maior exemplo para a edificação das suas vidas, que é um lar estruturado a partir de um casamento sadio. Quando a unidade familiar desmorona, os filhos sofrem em demasia. E a probabilidade de que apresentem problemas com drogas, alcolismo, violência, promiscuidade sexual, dentre outros, se eleva.

Tenho dois filhos, e tenho pensado muito sobre o meu papel como pai, sobre a influência que tenho sobre a vida deles, e sobre como desejo marcá-los positivamente. Quero que eles me tomem como exemplo; que desejem ter um casamento como o meu; que me perguntem como fazer para alcançar isso; que me tenham como herói. Quero mostrar-lhes o verdadeiro sentido da masculinidade, sem força, sem imposição. Apenas com sinceridade, autenticidade e amor.

Quero poder dizer-lhes o mesmo que disse o apóstolo Paulo: "Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo." (I Co 11:1)

Se eu conseguir fazer isso, e fazer com que eles ensinem isso para seus filhos, terei a certeza que consegui atingir meu objetivo. E serei plenamente feliz.

Um abraço

Marcelo