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Para pensar

Portanto, vão e façam discípulos... (Mateus 28:19)

quarta-feira, 27 de março de 2013

Três ou quatro?



A imagem acima é muito intrigante. Dependendo do ponto de vista que olhamos, percebemos três ou quatro barras. Truque muito interessante.

A imagem pode ser aproveitada para exemplificar uma das características da pós-modernidade: tudo pode ser relativizado, e deve ser definido a partir do seu ponto-de-vista, sem significar, necessariamente, que esta definição seja a única e a mais correta. Tudo depende de onde você se encontra em relação ao objeto de observação e qual a sua percepção sobre aquela realidade.

Todavia, apesar dessa tendência contemporânea, nem tudo é relativo. Deus, por exemplo, não é relativo. Os homens até tentam impor essa ideia, mas esse rótulo não cabe em Deus. Deus não é um conceito ou uma ideia que moldamos conforme as nossas percepções da realidade, ou das circunstâncias que nos cercam. Estamos diante de um Deus criador, que age e se movimenta de forma soberana, sem qualquer rótulo ou limitação imposta pelas nossas mentes.

Se observarmos a história de Abraão e Isaque (Gênesis 22), veremos Deus se revelando de formas diferentes para um e para outro. A percepção de Abraão acerca de Deus, oferecendo seu filho em sacrifício, nunca será a mesma de Isaque, deitado no altar do holocausto. Entretanto, isso não significa que estamos diante de um Deus relativo, que ora tem uma identidade, ora tem outra. Estamos diante de um Deus único e soberano, revelando-se de formas múltiplas. Seus atributos continuam inalterados, e seu caráter não sofreu qualquer variação. Não estamos diante de um, dois ou mais deuses, mas diante do Deus único e verdadeiro, que se revela à humanidade de formas distintas.

Que possamos estar atentos para perceber o agir de Deus em nossas vidas, em movimentos muitas vezes enérgicos, e outras vezes suaves e quase imperceptíveis.

Um abraço

Marcelo

quarta-feira, 13 de março de 2013

Dicas de leitura

Faz algum tempo que não posto dicas de livros que li. Portanto, deixo duas de uma só vez.



Etapas na vida de um líder - J. Robert Clinton

   

A ideia central do livro é que todos os lideres possam compreender as fases de sua vida e valorizá-las, para que desta maneira alcancem todas as etapas de seus ministérios. Nele, Robert Clinton identifica os padrões que Deus usa para desenvolver um líder. Estudando a vida de centenas de líderes da história, da Bíblia e do presente, ele determinou os seis estágios do desenvolvimento de liderança , e estabelece paradas de averiguação para que você possa verificar a que altura do processo você está. Examinando esses princípios e estudos de casos, você começará a reconhecer que o ministério da liderança flui do que a pessoa é. E isso é algo que Deus continua moldando durante toda a vida.


A linguagem do sexo - Gary Smalley e Ted Cunningham


Sexo. Para alguns, este tema é um tabu. Outros o acham repulsivo. Os que estão dispostos a comercializá-lo e explorá-lo ganham milhões. Você sabia que a maioria dos casais tem tanta dificuldade em falar sobre o seu próprio funeral quanto em falar sobre sexo? Talvez seja esse o motivo que tem levado a Igreja Cristã a permanecer em silêncio há tanto tempo sobre o assunto. 
Alguns têm acreditado no mito de que o sexo só deve ser discutido entre marido e mulher, no entanto, embora o sexo seja sagrado e o leito matrimonial deva ser preservado, este assunto precisa ser discutido entre todos, caso queiramos verdadeiramente honrá-lo e protegê-lo.

Deus não tem medo de falar sobre sexo. Você sabia que Deus nos deu mais instruções sobre sexo do que sobre a paternidade e a maternidade? A Bíblia traz mais instruções e orientações sobre como fazer um bebê do que sobre como cuidar de um! Deus nos deu o sexo como um presente, e ele deve ser guardado, celebrado e desfrutado como um tesouro.  

 VOCÊ CONHECE A FÓRMULAPARA UM SEXO MARAVILHOSO? 

Existe uma fórmula secreta para o melhor sexo da sua vida, mas você não a encontrará nas páginas de uma revista sobre atualidades.  

O famoso especialista em relacionamentos, Dr. Gary Smalley, autor dos best-sellers The Language of Love (A Linguagem do Amor) e The Blessing (A Bênção), finalmente aborda o assunto que está na mente de todos: sexo. Juntamente com seu pastor e amigo Ted Cunningham, Smalley abre caminho através de nossas inibições e puritanismo, para responder à pergunta: Como posso ter o melhor sexo da minha vida?  

E qual é a resposta? Um sexo maravilhoso é feito com os mesmos ingredientes que tornam um casamento forte e cheio de intimidade! Quando passamos a ver com honestidade as diferenças entre o homem e a mulher, podemos encontrar formas de construir uma ponte que elimine essa distância, criando a honra, a intimidade e a segurança que fazem com que um sexo maravilhoso – e um casamento maravilhoso – possam florescer. Em A Linguagem do Sexo, Gary e Ted compartilham os segredos para elevar a temperatura de seu relacionamento fora do quarto – e dentro dele!  



Eis as dicas. Uma boa leitura.

Um abraço

Marcelo




sábado, 9 de março de 2013

Vão e façam discípulos (...)

Da leitura do livro Talmidim, de Ed Rene Kivitz, extraí a seguinte citação:

"A grande questão é que fazer discípulos não é somente ensinar as coisas que Jesus ensinou e ordenou. Fazer discípulos de Jesus é ensinar a guardar as coisas que Jesus ordenou. Fazer discípulos de Jesus é mais que transferir conhecimento, informação ou alguma teoria teológica ou filosófica. Fazer discípulos é muito mais que ensinar doutrinas ou crenças. Fazer discípulos é ensinar a viver. Ensinar a viver como Jesus viveu e nos ensinou a viver.
Livros, apostilas, seminários, congressos, conferências, palestras, sermões dominicais e vídeos no Youtube são ferramentas úteis, mas precisamos muito mais que isso para fazer discípulos de Cristo. Precisamos de relacionamento. Com todas as ferramentas disponíveis, nós aprendemos o que Jesus ensinou, mas não aprendemos a guardar o que Ele ensinou. Em um bom sermão dominical, podemos aprender que devemos perdoar, mas não aprendemos a perdoar. Em uma boa apostila, ficamos sabendo que é preciso amar o próximo, mas não é ali que aprendemos a amar. Experiências como perdão, amor, justiça, solidariedade e compaixão, nós só aprendemos na rede de relações pessoais. Por isso, fazer discípulos é necessariamente entrar numa dinâmica de relacionamentos em que Jesus está presente como autoridade maior."

Simples, mas profundo, como o discipulado deve ser.

Um abraço

Marcelo

quinta-feira, 7 de março de 2013

O espírito de Caim

Adão teve relações com Eva, sua mulher, e ela engravidou e deu à luz Caim. Disse ela: “Com o auxílio do Senhor tive um filho homem”. Voltou a dar à luz, desta vez a Abel, irmão dele. Abel tornou-se pastor de ovelhas, e Caim, agricultor. Passado algum tempo, Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor. Abel, por sua vez, trouxe as partes gordas das primeiras crias do seu rebanho. O Senhor aceitou com agrado Abel e sua oferta, mas não aceitou Caim e sua oferta. Por isso Caim se enfureceu e o seu rosto se transtornou. (...)  Disse, porém, Caim a seu irmão Abel: “Vamos para o campo”. Quando estavam lá, Caim atacou seu irmão Abel e o matou. Gênesis 4:1-5; 8 NVI)

O texto acima narra o exato momento em que ocorre o primeiro homicídio da História. Ao ter a sua oferta rejeitada por Deus, Caim se enfurece de tal forma que mata seu irmão, Abel. A Bíblia não relata textualmente por que motivo Deus preferiu a oferta de Abel e não a de Caim. A verdade é que Caim não suportou a rejeição de sua oferta e descontou a sua fúria em seu irmão, matando-o.

Entretanto, a narrativa que segue nos dá alguns indícios sobre o motivo da recusa da oferta de Caim. Quando Deus o questionou sobre porque ele estava irado, proferiu a seguinte sentença: "Se fizer o bem, não será aceito?" Deus conhecia as motivações do coração de Caim, e sabia que ele não estava procedendo com integridade. Por isso, rejeitou-o. Nesse instante, ele "se enfureceu e seu rosto se transtornou."

A reação que tomou conta de Caim após a rejeição de sua oferta demonstra àquilo que estava em seu coração. Imagino que Caim indignou-se porque se considerava mais merecedor da atenção de Deus que seu irmão. A fúria de Caim era uma fúria inquiridora, que queria uma explicação lógica do porquê sua oferta não havia sido aceita, afinal ele era o primogênito, Deus não havia especificado que tipo de oferta queria, ele havia tomado a iniciativa de ofertar, sendo seguido por Abel. Enfim, reivindicações mesquinhas e egoístas, vindas de um coração que estava preocupado apenas com a sua situação, sem considerar que Deus, na Sua soberania, não precisava dar nenhuma explicação.

Muitas vezes, agimos de forma semelhante a de Caim, questionando Deus e enfurecendo-se com Ele por não ter atendido nossos pedidos. Exigimos, determinamos, decretamos, fazendo de Deus um subordinado, que está ali para atender nossos desejos. Fazemos de Deus um meio para atingir nossos fins, com uma única motivação: nossa satisfação pessoal.

Precisamos exercitar, diariamente, a oração de Habacuque: "Mesmo não florescendo a figueira e não havendo uvas nas videiras, mesmo falhando a safra de azeitonas e não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral, nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei e me alegrarei no Deus da minha salvação. (Habacuque 3:17, 18 NVI)"

Deus é soberano. É Ele que dá a vida, e a recolhe, quando lhe aprouver. Podemos conversar, argumentar, expor nossas razões, mas, no final de tudo, devemos exclamar, como Jesus exclamou: "Todavia, faça-se a Tua vontade, e não a minha."

Um abraço

Marcelo

terça-feira, 5 de março de 2013

Os seis níveis de comunicação


Nas conversas que mantenho com amigos, percebo que a comunicação é sempre um ponto sensível e gerador de conflitos nos casamentos. Comunicar é uma arte, e, dentro de um casamento, precisa ser aprimorada constantemente para que o casal desfrute de uma intimidade plena.

O texto que segue foi extraído do livro A linguagem do sexo, de Gary Smalley e Ted Cunningham, (que chegou às minhas mãos pela indicação dos meus queridos Jean e Aline, de Gravataí) e trata justamente sobre este assunto. Não contém nenhuma fórmula mágica, mas nos ensina sobre como melhorarmos a comunicação dentro do casamento.


OS SEIS NÍVEIS DE COMUNICAÇÃO

Nível 1: Conversa Informal

Conversa informal é o nível de conversa que você tem com pessoas estranhas. Você pode dizer, "Ei, como vai você?" E elas geralmente dizem, "estou ótimo!" — quer seja verdade ou não. Conversa informal é o que utilizamos para nos comunicarmos com pessoas que não conhecemos realmente, como caixas de supermercados, garçons e outras pessoas que encontramos ao longo do dia. No casamento, alguns casais passam para este nível quando estão zangados um com o outro ou entediados. Este é o último nível satisfatório de comunicação, e pode matar qualquer resquício de amor que ainda exista.

Nível 2: Fatos

Este nível convida as pessoas a trocarem informações sobre os fatos que cercam suas vidas. "Você sabe qual a previsão do tempo para este fim-de-semana?" "Você ouviu as últimas notícias na Fox News?" "Corno foi seu almoço?" Na verdade há muito pouca ou nenhuma tensão nestes primeiros dois níveis de comunicação na maioria dos casamentos. Mas é possível que o conflito penetre sorrateiramente. Um casal pode começar a discutir acerca de fatos como "Eu lhe disse que o jantar seria às 18h", "Não, você disse às 19h nesta manhã, mais claro do que nunca! Estou cansado de você estar sempre trocando o horário. Estou faminto e vou procurar uma lanchonete. Faça o que quiser".

Jamais desgaste seu relacionamento por causa de mal-entendidos. Qualquer discussão séria enfraquece imediatamente o relacionamento porque você está violando o princípio fundamental do casamento: Unidos como uma só pessoa.

Nível 3: Opiniões

Este terceiro nível de comunicação é onde as coisas podem se tornar um pouco imprevisíveis. É aí que começamos a correr o risco de entrar em conflito por algo que todos nós temos — opinião. Neste nível de comunicação, você passa naturalmente do relato dos fatos para a avaliação dos mesmos. Quando duas pessoas trocam opiniões, elas imediatamente reconhecem as diferenças e correm o risco de discordarem, de passarem para um estado de tensão crescente, com urna grande probabilidade de entrarem em discussões sérias. Esse é o verdadeiro teste com relação à honra e à segurança. Quando você chega ao ponto de valorizar extremamente as opiniões de seu parceiro como opiniões que são dele e não suas, você começa a ver o coração dele com muito mais profundidade. O respeito pelas opiniões pessoais particulares de uma pessoa nos conduz a uma ligação profunda com ela. Quando as mulheres se sentem compreendidas e respeitadas por suas opiniões, elas se derretem nos braços de seus maridos. Descobrir e respeitar as opiniões um do outro levará o casal a um relacionamento muito mais profundo.

Nível 4: Sentimentos

Se vocês conseguem trocar opiniões de uma maneira saudável, madura, demonstrando respeito e até mesmo admiração pelas diferenças que existem entre os dois, a comunicação geralmente passará para um nível mais profundo. Vocês começarão a compartilhar sentimentos. Vocês começarão a abrir suas emoções um com o outro. Este é um nível especialmente sensível da comunicação, porque se você compartilha seus sentimentos sobre alguma coisa e obtém a resposta de que você está errado, é possível que você naturalmente se sinta desconectado de seu cônjuge. Dependendo da situação e da resposta, você poderá também se sentir rejeitado, abandonado ou controlado. Dependendo do seu nível de segurança e de autoestima, você também poderá se sentir um fracasso. A comunicação saudável entre os casais deve chegar até este nível e ir além dele, mas frequentemente é ai que ela estaciona. Sempre que os sentimentos não são compartilhados de forma saudável, uma das pessoas em um relacionamento, ou ambas, ficam feridas, minando assim a capacidade de comunicação. É por isso que é fundamental nunca reagir negativamente com relação aos seus próprios sentimentos ou aos de seu cônjuge. Apenas ouça, para compreender melhor.

Nível 5: Necessidades e Desejos

Quando os casais se sentem seguros compartilhando seus sentimentos, eles podem levar sua comunicação adiante e começar a compartilhar suas necessidades. É aí que começamos a discutir nossos sentimentos sobre o que realmente queremos e desejamos de nosso parceiro. Este nível de comunicação requer um forte senso de honra e de segurança. Se você deseja alcançar os níveis mais profundos de amor e respeito em seu relacionamento, você deve ser capaz de compartilhar suas opiniões, sentimentos e suas necessidades mais profundas sem medo do julgamento, da crítica ou da culpa. Atingir este nível de comunicação em um casamento resulta em intimidade. Mas você pode chegar a um nível ainda mais profundo.

Nível 6: Convicções

Aquilo em que você acredita reflete o centro de quem você é. Suas convicções indicam o "histórico" de seu coração, retrocedendo anos — desde a sua infância. As suas convicções — também conhecidas como as mensagens escritas em seu coração — têm sido parte de você por muito tempo e refletem quem você realmente é. Suas palavras e reações fluem diretamente de seu coração. O seu coração contém as suas principais convicções. O seu modo de se vestir pela manhã vem de suas convicções (se você é seguro ou inseguro com relação ao seu corpo), assim como a forma como você come. Tudo sobre a sua vida reside nesse sexto nível. Os casais que têm maior intimidade aprenderam este segredo. Eles chegaram até este nível e cultivaram um excelente nível de comunicação ouvindo o coração um do outro.