Adão teve relações com Eva, sua mulher, e ela engravidou e deu à luz Caim. Disse ela: “Com o auxílio do Senhor tive um filho homem”. Voltou a dar à luz, desta vez a Abel, irmão dele. Abel tornou-se pastor de ovelhas, e Caim, agricultor. Passado algum tempo, Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor. Abel, por sua vez, trouxe as partes gordas das primeiras crias do seu rebanho. O Senhor aceitou com agrado Abel e sua oferta, mas não aceitou Caim e sua oferta. Por isso Caim se enfureceu e o seu rosto se transtornou. (...) Disse, porém, Caim a seu irmão Abel: “Vamos para o campo”. Quando estavam lá, Caim atacou seu irmão Abel e o matou. Gênesis 4:1-5; 8 NVI)
O texto acima narra o exato momento em que ocorre o primeiro homicídio da História. Ao ter a sua oferta rejeitada por Deus, Caim se enfurece de tal forma que mata seu irmão, Abel. A Bíblia não relata textualmente por que motivo Deus preferiu a oferta de Abel e não a de Caim. A verdade é que Caim não suportou a rejeição de sua oferta e descontou a sua fúria em seu irmão, matando-o.
Entretanto, a narrativa que segue nos dá alguns indícios sobre o motivo da recusa da oferta de Caim. Quando Deus o questionou sobre porque ele estava irado, proferiu a seguinte sentença: "Se fizer o bem, não será aceito?" Deus conhecia as motivações do coração de Caim, e sabia que ele não estava procedendo com integridade. Por isso, rejeitou-o. Nesse instante, ele "se enfureceu e seu rosto se transtornou."
A reação que tomou conta de Caim após a rejeição de sua oferta demonstra àquilo que estava em seu coração. Imagino que Caim indignou-se porque se considerava mais merecedor da atenção de Deus que seu irmão. A fúria de Caim era uma fúria inquiridora, que queria uma explicação lógica do porquê sua oferta não havia sido aceita, afinal ele era o primogênito, Deus não havia especificado que tipo de oferta queria, ele havia tomado a iniciativa de ofertar, sendo seguido por Abel. Enfim, reivindicações mesquinhas e egoístas, vindas de um coração que estava preocupado apenas com a sua situação, sem considerar que Deus, na Sua soberania, não precisava dar nenhuma explicação.
Muitas vezes, agimos de forma semelhante a de Caim, questionando Deus e enfurecendo-se com Ele por não ter atendido nossos pedidos. Exigimos, determinamos, decretamos, fazendo de Deus um subordinado, que está ali para atender nossos desejos. Fazemos de Deus um meio para atingir nossos fins, com uma única motivação: nossa satisfação pessoal.
Precisamos exercitar, diariamente, a oração de Habacuque: "Mesmo não florescendo a figueira e não havendo uvas nas videiras, mesmo falhando a safra de azeitonas e não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral, nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei e me alegrarei no Deus da minha salvação. (Habacuque 3:17, 18 NVI)"
Deus é soberano. É Ele que dá a vida, e a recolhe, quando lhe aprouver. Podemos conversar, argumentar, expor nossas razões, mas, no final de tudo, devemos exclamar, como Jesus exclamou: "Todavia, faça-se a Tua vontade, e não a minha."
Um abraço
Marcelo
Muitas vezes, agimos de forma semelhante a de Caim, questionando Deus e enfurecendo-se com Ele por não ter atendido nossos pedidos. Exigimos, determinamos, decretamos, fazendo de Deus um subordinado, que está ali para atender nossos desejos. Fazemos de Deus um meio para atingir nossos fins, com uma única motivação: nossa satisfação pessoal.
Precisamos exercitar, diariamente, a oração de Habacuque: "Mesmo não florescendo a figueira e não havendo uvas nas videiras, mesmo falhando a safra de azeitonas e não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral, nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei e me alegrarei no Deus da minha salvação. (Habacuque 3:17, 18 NVI)"
Deus é soberano. É Ele que dá a vida, e a recolhe, quando lhe aprouver. Podemos conversar, argumentar, expor nossas razões, mas, no final de tudo, devemos exclamar, como Jesus exclamou: "Todavia, faça-se a Tua vontade, e não a minha."
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Marcelo
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