Este é um dos livros que estou lendo no momento. Trata-se da última obra deste grande escritor, que nos deixou um grande legado. Seus livros tem transformado vidas ao redor do mundo.
Em O discípulo radical, Stott nos apresenta oito características do discipulado cristão, a saber: inconformismo, semelhança com Cristo, maturidade, cuidado com a criação, simplicidade, equilibrio, dependência e morte.
A medida do possível, quero compartilhar algumas ideias e impressões sobre o livro. Hoje, quero destacar a primeira característica de um verdadeiro discípulo de Cristo, citada pelo autor : o inconformismo.
Quando Paulo escreve aos romanos: "Não vos conformeis com este mundo...", ele está chamando os seus leitores (e a nós) a viver um inconformismo radical à cultura dominante, chamando isto de contracultura cristã, e que caminha em sentido francamente oposto aos valores e padrões impostos pela sociedade pós-moderna.
Stott cita as tendências contemporâneas às quais um discípulo radical precisa resistir. São elas:
Pluralismo. O pluralismo afirma que todos os "ismo" tem seu valor e merece nosso respeito. Portanto, ele rejeita as alegações cristãs de perfeição e singularidade, tratando o cristianismo como mais um caminho dentre os vários existentes.
Materialismo. É a preocupação excessiva com coisas materiais, e que podem abafar a vida espiritual.
Relativismo ético. Visa desfazer todos os padrões morais e éticos que se baseiam em conceitos absolutos. Tudo passa a ser relativo, dependendo de onde você está e quem você é.
Narcisismo. O narcisismo nos convida a olharmos para dentro de nós e nos explorarmos, pois a solução dos problemas está em nosso interior. Não precisamos que um salvador surja em algum lugar e venha até nós, pois podemos ser o nosso próprio salvador.
Creio ser desnecessário destacar os malefícios que estas tendências causam à vida de uma pessoa. Em face disso, somos chamados a um inconformismo radical, não a um conformismo medíocre. Diante do desafio do pluralismo, devemos ser uma comunidade de verdade, declarando a singularidade de Jesus Cristo. Diante do desafio do materialismo, devemos ser uma comunidade de simplicidade, considerando que somos peregrinos aqui. Diante do desafio do narcisismo, devemos ser uma comunidade de amor. (pág. 20)
O autor encerra este capítulo com a seguinte afirmação:
Será que a Palavra de Deus é totalmente negativa, nos dizendo simplesmente para não sermos moldados à forma daqueles que estão no mundo ao nosso redor? Não. Ela é positiva. Devemos ser como Cristo, 'conformes à imagem de seu filho' (Rm 8:29).
Mas isso já é assunto para o segundo capítulo. E uma próxima postagem.
Um abraço
Marcelo

