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Para pensar

Portanto, vão e façam discípulos... (Mateus 28:19)

domingo, 24 de fevereiro de 2013

O discípulo radical




Este é um dos livros que estou lendo no momento. Trata-se da última obra deste grande escritor, que nos deixou um grande legado. Seus livros tem transformado vidas ao redor do mundo.

Em O discípulo radical, Stott nos apresenta oito características do discipulado cristão, a saber: inconformismo, semelhança com Cristo, maturidade, cuidado com a criação, simplicidade, equilibrio, dependência e morte.

A medida do possível, quero compartilhar algumas ideias e impressões sobre o livro. Hoje, quero destacar a primeira característica de um verdadeiro discípulo de Cristo, citada pelo autor : o inconformismo.

Quando Paulo escreve aos romanos: "Não vos conformeis com este mundo...", ele está chamando os seus leitores (e a nós) a viver um inconformismo radical à cultura dominante, chamando isto de contracultura cristã, e que caminha em sentido francamente oposto aos valores e padrões impostos pela sociedade pós-moderna.

Stott cita as tendências contemporâneas às quais um discípulo radical precisa resistir. São elas:

Pluralismo. O pluralismo afirma que todos os "ismo" tem seu valor e merece nosso respeito. Portanto, ele rejeita as alegações cristãs de perfeição e singularidade, tratando o cristianismo como mais um caminho dentre os vários existentes.

Materialismo. É a preocupação excessiva com coisas materiais, e que podem abafar a vida espiritual.

Relativismo ético. Visa desfazer todos os padrões morais e éticos que se baseiam em conceitos absolutos. Tudo passa a ser relativo, dependendo de onde você está e quem você é.

Narcisismo. O narcisismo nos convida a olharmos para dentro de nós e nos explorarmos, pois a solução dos problemas está em nosso interior. Não precisamos que um salvador surja em algum lugar e venha até nós, pois podemos ser o nosso próprio salvador.

Creio ser desnecessário destacar os malefícios que estas tendências causam à vida de uma pessoa. Em face disso, somos chamados a um inconformismo radical, não a um conformismo medíocre. Diante do desafio do pluralismo, devemos ser uma comunidade de verdade, declarando a singularidade de Jesus Cristo. Diante do desafio do materialismo, devemos ser uma comunidade de simplicidade, considerando que somos peregrinos aqui. Diante do desafio do narcisismo, devemos ser uma comunidade de amor. (pág. 20)

O autor encerra este capítulo com a seguinte afirmação:

Será que a Palavra de Deus é totalmente negativa, nos dizendo simplesmente para não sermos moldados à forma daqueles que estão no mundo ao nosso redor? Não. Ela é positiva. Devemos ser como Cristo, 'conformes à imagem de seu filho' (Rm 8:29).

Mas isso já é assunto para o segundo capítulo. E uma próxima postagem.

Um abraço

Marcelo



  

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O melhor retiro de todos



O título da postagem revela o slogan que mais se escutou após o retiro realizado pelos jovens da Assembléia de Deus de Gravataí no Parque da Guarda, em Santo Antônio de Patrulha, entre os dias 08 e 12 de fevereiro. E posso atestar que não se trata de exagero nem arrogância, pois eu estava lá e vivenciei, com eles, coisas extraordinárias.

Todo retiro é sempre uma boa oportunidade para ouvirmos Deus, e vê-lo agir na vida dos participantes, por todas as circunstâncias que o cercam. Deus sempre se manifesta de forma poderosa, trazendo um forte impacto sobre a vida dos que lá estão. Mas este foi diferente.

Todos os ingredientes estavam reunidos: uma galera muito especial, boa música, ótima iluminação (parabéns ao Thiago), ambiente saudável, um lugar aprazível, e corações abertos e prontos para adorar a Deus e receber Dele aquilo que estavam buscando.

Mas a estes, outros ingredientes foram acrescentados. Dentre eles, uma forte convicção de que era necessário uma nova atitude, um novo posicionamento, uma vontade de mudar e fazer muito mais do que havia sido feito até aquele momento para o Reino. Havia a certeza de que, para fazer diferença nesta geração, era preciso ousar, arriscar-se, mostrar a cara, aprofundar relacionamentos, conhecer e deixar ser conhecido. E foi exatamente o que aconteceu.

Paradigmas foram quebrados, e levantou-se uma geração que está disposta a lutar por aquilo que acredita, e mostrar para os demais que é possível divertir-se, dançar, brincar, pular, sorrir, ser feliz, sem precisar de álcool ou drogas, mas apenas Cristo nas suas vidas.

No árido deserto da religiosidade, surge uma alento: de que é possível servir a Deus de forma alegre e extrovertida sem perder a espiritualidade; de que é possível viver a vida cristã com transparência, maturidade e responsabilidade, mesmo que não se tenha ainda dezoito anos; que a ação do Corpo sobre si é de fundamental importância para que haja cura e restauração dentro dele.

Por tudo isso, ouso repetir que este foi o melhor retiro de todos que já participei. E não foram poucos.

Mas desejo, sinceramente, que isto deixe de ser verdade quando o próximo for realizado, e possamos dizer, novamente: este foi o melhor retiro de todos.

Um abraço

Marcelo