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Para pensar

Portanto, vão e façam discípulos... (Mateus 28:19)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O exemplo de Cristo

"Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai. "(Filipenses 2:5-11)
O texto fala por si. Creio ser desnecessário fazer qualquer comentário. Sigamos este exemplo, e estaremos contribuindo para um mundo melhor.
Um abraço
Marcelo

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Free to Believe - Missão Portas Abertas

A Missão Portas Abertas, uma entidade criada para fortalecer e preparar o Corpo de Cristo que vive sob ou enfrenta restrição e perseguição em razão de sua fé em Jesus Cristo e encorajar o envolvimento dos cristãos no evangelismo mundial, está organizando a campanha Free to Believe, que visa impedir a aprovação da Resolução da Difamação da Religião na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). A resolução restringe a liberdade religiosa em países islâmicos.

Maiores informações podem ser obtidas no site www.portasabertas.org.br.

A campanha vai até o dia 22 de novembro.

Um abraço

Marcelo







quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Família, um projeto de Deus

Nos últimos anos, o tema “família” tem sido objeto de grande preocupação no meio cristão. Muito se tem falado, escrito, ensinado, sobre como manter a família unida e sadia. Mas apesar desta grande ênfase, as famílias continuam sofrendo com as separações, violência familiar, depressões, uso de drogas, álcool, e tantas outras mazelas que tem afetado a estrutura familiar e trazido tanta tristeza e sofrimento para seus integrantes, inclusive para as famílias cristãs.
Por mais que os estudiosos do tema e profissionais da área tentem explicar o motivo deste caos que se instalou em muitas famílias, sabemos que a raiz destes problemas encontra-se no fato de que a humanidade, de uma forma geral, voltou às costas para Deus, abandonando seus princípios e Sua Palavra, tentando resolver, por suas próprias forças, seus dilemas e conflitos. Os valores éticos, morais e religiosos foram deixados de lado, em troca de valores “descartáveis”, característicos da sociedade em que vivemos, efêmera e instantânea.
Diante disso, a pergunta que nos fazemos é: “Como podemos trazer a família de volta para o seu lugar? Isso é possível?” Eu lhes afirmo que sim. Precisamos, urgentemente, retornarmos ao padrão estabelecido por Deus para a família, através da sua Palavra. Precisamos de “uma dose consistente da verdade bíblica misturada com a sabedoria dada por Deus”, como afirmou Charles Swindoll, para trazermos a família de volta para o padrão divino.
A instituição “família” nasceu no coração do próprio Deus, com o propósito de perpetuar os seus estatutos e mandamentos, ou seja, fazer conhecidos, a todas as gerações, os seus princípios e valores. Quando a nação de Israel estava às portas da terra prometida, Deus fez com que Moisés reafirmasse diante do povo toda a lei que Ele lhe havia dado, pois a geração que entraria em Canaã não era a mesma que estava com Moisés no Monte Sinai, quando ele recebeu do Senhor os estatutos e juízos dados por Deus. Portanto, era necessário que eles ouvissem àquilo que seus antepassados já haviam ouvido, para que pudessem manter a sua identidade como povo de Deus quando iniciassem a campanha para tomar a terra prometida.
Mas além de ouvir os estatutos e mandamentos, era preciso que eles os ensinassem aos seus filhos, como forma de assegurar a transmissão das verdades divinas às futuras gerações. Nos diz o texto bíblico, em Deuteronômio 6:3-9;13:
Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-se, e ao levantar-se. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas.[...] O Senhor, teu Deus, temerás, a ele servirás, e, pelo seu nome, jurarás.
Eis, então, o grande propósito de Deus para a família cristã: transmitir os valores éticos, morais e espirituais ensinados na Palavra do Senhor através das gerações. E para tanto, Ele conta com as nossas famílias.
A Bíblia não nos apresenta um conceito específico para o termo “família”, mas podemos construí-lo a partir de um estudo sistemático do tema ao longo das Escrituras:
Unidade formada a partir do casamento de um homem e uma mulher, integrada pelos filhos, e com o propósito de suprir as necessidades físicas, emocionais e espirituais de seus integrantes, mediante o desenvolvimento de relacionamentos baseados no amor, respeito e confiança.
A família estrutura-se a partir dos relacionamentos desenvolvidos entre os cônjuges, entre pais e filhos e entre os filhos. Entretanto, existe um outro nível de relacionamento, e, com toda certeza, trata-se do mais importante: o relacionamento da família com Deus. Observem o texto mencionado em Deuteronômio: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. [...] O Senhor, teu Deus, temerás, a Ele servirás...” Esta é a relação que norteia todas as demais, e pela qual devemos zelar: o relacionamento com Deus, tanto pessoal, como coletivo enquanto família.
É importante percebermos que a família funciona como um sistema de engrenagens, no qual cada um tem seu papel e responsabilidade, cooperando para a harmonia familiar. Todavia, encontramos aqui um dos mais sérios problemas que tem levado às famílias ao conflito: a inversão de papéis.
Deus estabeleceu um modelo para as relações familiares, no qual cada integrante tem seu lugar. Alterar este modelo é extremamente perigoso, pois isso poderá trazer confusão e desordem no ambiente familiar, com consequências, na maioria das vezes, desagradáveis.
Ao escrever o Salmo 128, o salmista expressou àquilo que desejamos para as nossas famílias: um lar com harmonia e felicidade.
Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos. Pois comerás do trabalho das tuas mãos; feliz serás, e te irá bem. A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos como plantas de oliveira à roda da tua mesa. Eis que assim será abençoado o homem que teme ao Senhor. (Salmos 128:1-4)
Entretanto, em muitos lares, esta não é a realidade. E um dos motivos para que isto ocorra é a falta de observância dos princípios mais elementares no relacionamento entre pais e filhos. A instrução de Paulo era a seguinte: “Filhos, obedecei a vossos pais...”. Todavia, em algumas famílias, esta sentença tem sido invertida, com os filhos usurpando a autoridade dos pais.
As crianças, desde que nascem, testam a autoridade dos pais para ver até onde eles podem ser controlados, e até onde eles atenderão seus desejos. Se, durante este processo, os pais não estipularem, com firmeza, os limites que o filho deverá observar, a tendência é que, com o passar dos anos, esta criança tenha dificuldades de reconhecer a autoridade dos pais.
Os nossos filhos precisam de limites. Eles precisam saber o que podem e o que não podem fazer; precisam conhecer as regras do jogo. E, apesar dos filhos reagirem contra isso, no seu íntimo, eles desejam que os pais usem de sua autoridade e imponham limites, pois eles precisam disso para sentirem-se mais seguros. Mas, infelizmente, em muitos lares, limite é sinônimo de permissão e não faz mais parte dos princípios da família. Com medo de serem rigorosos de mais, ou como forma de compensar a ausência no lar, devido aos inúmeros compromissos da vida moderna (e religiosa), os pais tem se omitido no cumprimento de sua principal responsabilidade: educar os filhos. Muitos terceirizam essa árdua tarefa, delegando à escola, à igreja, à televisão, à babá, etc, esta tão relevante missão. Faz-se necessário que os pais, com urgência, reassumam este papel, pois esta é a vontade de Deus para as nossas famílias. E para tanto, precisamos observar a instrução deixada por Paulo, em Efésios 6:4: “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor.” Do texto, podemos extrair três atitudes que os pais devem ter com seus filhos: ensinar, disciplinar e amar.
Provérbios 22:6 nos diz: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” A instrução é a melhor maneira de moldarmos a personalidade de nossos filhos. O ensino consistente e contínuo fará com que eles sejam bons filhos, bons cônjuges, bons pais, bons cidadãos. E não falo apenas sobre as coisas espirituais, mas também sobre valores morais, éticos e sociais. Eles não nascem sabendo como devem se portar à mesa, como amarrar o cadarço dos tênis, como tomar banho, quando dizer “obrigado”, “por favor” e “com licença”. Eles precisam ser orientados, instruídos, não apenas com palavras, mas com o exemplo.
Convém ressaltar, porém, que ensinar exige tempo, paciência e dedicação. Não é uma tarefa fácil, pois, muitas vezes, podemos perder até a estima do filho. Todavia, os que persistem, colhem bons frutos, inclusive com o reconhecimento dos próprios filhos sobre a importância que teve, na sua formação, a atitude dos pais.
A disciplina é um dos principais elementos na formação do caráter de uma pessoa. É a forma que dispomos para corrigir o rumo quando a instrução não foi bem assimilada pela criança. Se aplicada corretamente, trará grandes benefícios ao seu desenvolvimento. Entretanto, a sua ausência pode trazer consequências desagradáveis, conforme nos diz Provérbios 23:13: “Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno.” Eis o grande benefício da disciplina: livrar os nossos filhos da morte, ou seja, mantê-los dentro de um padrão de comportamento que não seja prejudicial à sua alma.
Em abril de 2009, nós acompanhamos, estarrecidos, a tragédia de uma família destruída pelo crack. O filho, viciado, foi morto pela mãe com um tiro, depois de uma briga entre eles, na zona Sul de Porto Alegre. Dias depois, entrevistada, ela deu a seguinte declaração:
Filho único. Ele sempre me dominou. Tinha um jeitinho de pedir as coisas que eu não podia negar. Quando não estava no crack, era muito carinhoso. Era a mãezona dele. Às vezes, eu brigava com meu marido, que era mais enérgico, para defender ele. Foi muito mimado por mim. Acho que foi esse meu defeito.”
Como podemos evitar que este tipo de coisa aconteça em nossas casas? Não basta apenas pensarmos positivamente e orarmos muito. Nem esperar que outros façam o nosso trabalho. Isso exige mãos que disciplinem. Suas mãos, pais.
Uma última observação: comece cedo – Provérbios 13:24: “O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina.” Quanto mais tarde iniciarmos a correção, mais difícil será.
Por fim, é fundamental que todo o processo de ensino e disciplina seja realizado com amor. Essa foi a orientação de Paulo: “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira...” Quando agimos com injustiça, ou com excesso na disciplina, provocamos a ira dos nossos filhos. Por isso, é importante mantermos o equilíbrio e a coerência quando vamos ensinar/disciplinar. Autoridade não é a mesma coisa que autoritarismo. Infelizmente, muitos pais cometem excessos na disciplina, julgando estar zelando por sua autoridade, quando na verdade estão protegendo seu orgulho. Em vez de moldar a vontade do filho, esmagam seu espírito, humilhando-o.
A verdadeira disciplina é feita com amor, da mesma forma como Deus nos corrige. “Porque o Senhor repreende a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem.” Provérbios 3:12
Resta, ainda, dirigir uma palavra aos filhos. Não custa relembrar, aqui, a instrução de Paulo: “Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo.” O texto não diz que é para obedecer apenas quando os pais estão certos, ou quando a ordem é agradável, ou quando quero fazer alguma troca. O texto diz para obedecer e pronto.
Por mais que os filhos pensem que já conhecem todos os segredos da vida (mesmo que essa vida tenha apenas doze, treze, quinze, dezoito anos), é preciso admitir que os pais já conhecem esse caminho, pois já passaram por ele. Então, porque não aceitar os seus conselhos e atender às suas orientações? Certamente, essa atitude poderá evitar aborrecimentos futuros. Além disso, os pais buscam sempre o melhor para os filhos (apesar de muitas vezes não parecer), pois depositam neles todos os seus sonhos, esperanças e expectativas.
A obediência e o respeito aos pais é tão importante para Deus que encontramos uma ordem expressa Dele com relação à atitude que devemos ter para com eles entre os Dez Mandamentos, e com promessa de Deus para àqueles que o cumprirem: “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os seus dias sobre a terra que o Senhor, teu Deus, te dá.” Êxodo 20:12
Portanto, filhos, observem o mandamento divino e vocês serão grandemente abençoados por Deus.
Deus, ao criar a família, viu nela a possibilidade do homem realizar-se plenamente, através de relacionamentos sadios e sinceros, que contribuiriam para sua formação moral, ética e espiritual. Com a entrada do pecado no mundo, a primeira família iniciou um processo de desestruturação, que culminou com uma grande tragédia. E essa mesma história vem se repetindo ao longo dos séculos.
Somente com a observância dos princípios estabelecidos por Deus para a família os lares poderão ser um lugar de harmonia ou felicidade. Permita que Deus reine em seu lar, e seja o Senhor de sua vida e da sua família. Faça como Josué, que tomou uma postura corajosa ao declarar: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor.” Josué 24:15
Um abraço
Marcelo

domingo, 7 de novembro de 2010

Comentários no Blog

Prezados,

Tenho recebido alguns comentários "ao vivo" sobre algumas postagens feitas aqui no blog. E é sempre bom obtermos um retorno quando escrevemos algo, mesmo que sejam críticas. Por isso, fiquem à vontade para deixar seus comentários aqui no blog. Até porque este também é um espaço para debatermos os temas que aqui são tratados.

Para fazer isso, basta clicar no link "comentários", que está bem ao lado do horário da postagem, logo abaixo da mensagem. Se quiser compartilhar o texto com outras pessoas, pode fazer isso via Twitter, Facebook, e-mail, pois os links que ali estão possibilitam isso facilmente, conforme exemplificado abaixo:



Um abraço

Marcelo

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Filhos, herança do Senhor.

Estou começando a leitura do livro Casamento à prova de filhos, da Dra. Debbie Cherry. Assim que conclui-lo, farei um comentário aqui no blog. Entretanto, uma frase do prefácio, assinado por Gary Chapman (autor de As cinco linguagens do amor, entre outros títulos) me chamou a atenção:

Estou convencido que uma das melhores coisas que podemos fazer pelos nossos filhos é prover-lhes um modelo conjugal saudável.

Concordo plenamente com a colocação do Dr. Chapman. Sempre que pensamos no legado que vamos deixar para os nossos filhos, nos vem à mente, primeiramente, bens materiais. Queremos que eles iniciem a vida com o mínimo de estabilidade financeira, com um bom emprego, um apartamento e um carro, entre outros bens. Investimos na sua formação, bons cursos de línguas estrangeiras, qualificação profissional, etc. Queremos educá-los com todo esmero para que se tornem bons pais, bons cristãos, bons cidadãos, e que sejam úteis para a sociedade. Antes de prosseguir, gostaria de salientar que tudo isso é legítimo, e não há nenhum mal em desejar isso. Eu também almejo isso.

Entretanto, muitos casais se empenham tanto para alcançarem este objetivo, e se envolvem tanto com os filhos, que esquecem de proporcionar-lhes o maior exemplo para a edificação das suas vidas, que é um lar estruturado a partir de um casamento sadio. Quando a unidade familiar desmorona, os filhos sofrem em demasia. E a probabilidade de que apresentem problemas com drogas, alcolismo, violência, promiscuidade sexual, dentre outros, se eleva.

Tenho dois filhos, e tenho pensado muito sobre o meu papel como pai, sobre a influência que tenho sobre a vida deles, e sobre como desejo marcá-los positivamente. Quero que eles me tomem como exemplo; que desejem ter um casamento como o meu; que me perguntem como fazer para alcançar isso; que me tenham como herói. Quero mostrar-lhes o verdadeiro sentido da masculinidade, sem força, sem imposição. Apenas com sinceridade, autenticidade e amor.

Quero poder dizer-lhes o mesmo que disse o apóstolo Paulo: "Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo." (I Co 11:1)

Se eu conseguir fazer isso, e fazer com que eles ensinem isso para seus filhos, terei a certeza que consegui atingir meu objetivo. E serei plenamente feliz.

Um abraço

Marcelo


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O Silêncio de Adão – Larry Crabb

Estou lendo, novamente, este livro. Deve ser a terceira vez. E cada vez que leio aprendo algo. Ele não é um livro de leitura rápida, mas deve ser lido com tranquilidade, meditando no texto que os autores nos entregam.
Ao longo da leitura, vou destacar alguns trechos que julgo importantes de serem compartilhados. Eis o primeiro:

“Eu tenho um sonho. Somente o tempo dirá se ele é realmente de Deus. Eu acho que sim. Meu sonho é realmente bem simples. Ao olhar trinta anos no futuro, vejo alguns grupos espalhados aqui e ali, através do cenário cristão, nos quais caráter piedoso e sabedoria espiritual serão mais prestigiados do que diplomas e habilidades, e mais valorizados do que realização e competência.
[…]
Em meu sonho, vejo essas pessoas fazendo algo que muito poucos estão fazendo hoje na vida real. Eu as vejo passando além do consultório que ostenta uma placa anunciando um profissional cujo treinamento garante competência técnica mas não um caráter piedoso. Vejo-as devolvendo livros à prateleira da livraria cristã: os livros cujas sobrecapas prometem falsamente para agora o que somente o Céu proverá mais tarde. Vejo-as apanhando um folheto que promove o seminário do qual todo mundo está falando, olhando-o e depois colocando-o de volta no lugar.
Vejo essas pessoas entrarem tropeçando na sala de estar de uma viúva solitária, encaminhando-se para uma lanchonete a fim de passar algumas horas com o viúvo cansado, batendo à porta do escritório onde alguém que está revestido de humildade e ansioso pelo Céu, espera; alguém que é desinibidamente fiel ao apontar de maneira calorosa para Cristo.
Antevejo uma geração na qual mentores não sejam tão escassos; na qual, pastores e presbíteros, gozem novamente de alta consideração porque pastoreiam e presbiteram; na qual líderes cristãos não sofrem a exigência de administrar ministérios do modo que executivos constroem corporações, antes, são reverenciados como homens de influência piedosa. Se eu olhar com força o meu sonho, posso ver um exército de homens e mulheres sábios distribuídos entre o povo de Deus, armados apenas com discernimento delicado e sabedoria penetrante – qualidades de caráter que foram forjadas nas chamas do sofrimento. São esses os que pagaram um preço que poucos estão dispostos a pagar. E o pagaram continuamente por anos, sem alívio. Esses homens são PAIS, essas mulheres são MÃES, pessoas piedosas cuja quieta presença é sentida e valorizada.
[…]
As celebridades se tornarão obscuras. Algumas frases de um presbítero significarão mais do que todos os segredos de vida eficaz compartilhados por um comunicador aplaudido num seminário de fim-de-semana. Grandes eventos “cristãos” serão limitados a evangelismo ou a oração significativa, adoração apaixonada, ou instrução bíblica. As pessoas cobiçarão mais uma noite na casa de um conselheiro do que a oportunidade de comparecer a uma reunião para motivar pessoas. Elas saberão que, a primeira, tem mais poder para mudar suas vidas do que a segunda. […] As pessoas serão honradas de uma forma que significativamente as deprecie em vez de elevá-las como mais significativas por causa de suas realizações. Ninguém competirá com Cristo pelas mais altas honrarias.”

Pense nisto.
Um abraço
Marcelo

domingo, 5 de setembro de 2010

Quanto Amor

Quero compartilhar com vocês uma bela canção que fala de um amor muito especial, que mudou a minha vida e pode mudar a sua!

Um abraço

Marcelo

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Como construir um casamento de verdade


Livro
Esse é o título de um dos melhores livros que já li sobre o tema. Com a profundidade que lhe caracteriza, Larry Crabb expõe o verdadeiro propósito do casamento, e que muitos casais desconhecem.
O autor desenvolve o tema com ampla base bíblica, mostrando a importância da unidade de espírito, alma e corpo para a realização plena de um casamento. Em tempos de relativização de conceitos, é muito bom constatar a centralidade que Larry Crabb dá ao relacionamento com Deus para o aprofundamento da unidade do casal.
Recomendo a leitura, pois trata-se de um tema sempre atual.
Um abraço
Marcelo 

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Como Billy Graham define a igreja*

A igreja não é o lugar para se promoverem programas, mas professar a fé. A igreja não deve ser maleável, mas fundada em princípios. A igreja não é para estar preocupada, mas viver em vigor. A igreja não é perfeita, mas predestinada. A igreja não é filosófica, mas pré-determinada. A igreja não faz pressão ou conspurca, mas pronuncia e protege. A igreja não espolia os perdidos, mas ora pelos que estão perecendo. A Igreja não polui a mente, mas provê alimento para a alma. A igreja não profana a verdade; ela possui a Palavra de Deus. A igreja não é passiva ou progressiva; ela é purificante e possessiva. A igreja não deve refletir a cultura pop, mas retratar bons atributos. A igreja não deve procurar os prazeres, mas buscar a Deus. A igreja nada deve promover, mas pregar apenas a Cristo. A igreja não deve ser arrogante, mas principesca – somos filhos do Rei. A plataforma do púlpito não é um playground, mas um lugar de proclamação. A igreja não deve refletir o mundo, mas ser um retrato de Jesus Cristo. A igreja não é uma instituição pública – Cristo a comprou com o seu sangue purificador. A igreja não trabalha para o seu próprio lucro; ela é possessão inestimável de Cristo. O púlpito da igreja não é suporte para um político, mas o lugar do pregador. E, finalmente, a igreja é um lugar para orar por aqueles que não conhecem Cristo e adorar o Salvador por abrir um caminho para a salvação se eles apenas crerem.
*Definição extraída do livro Storm Warning, e postada pelo Pr. Geremias do Couto no seu blog, de onde retirei a citação.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Um retorno à simplicidade

Nesta semana, fui à Caxias do Sul. Uma viagem sempre agradável pela BR 116, com belas paisagens e uma parada obrigatória na Ruppenthal, em Picada Café, para comprar pão de milho, queijo colonial e salame italiano, sempre deliciosos.
Viagens são sempre ótimos momentos para reflexões, e, durante todo caminho, eu observava os lugares por onde passava, e pensava sobre o estilo de vida que àquelas pessoas levavam. Certamente, não tinham uma vida agitada e corrida como os moradores dos grandes centros urbanos, apesar de possuírem, talvez, as mesmas preocupações básicas. Ali, a vida passava mais compassada e simples. Confesso que, às vezes, tenho vontade de experimentar um estilo de vida semelhante, sem tanta pressa, pois é isso que nos possibilita valorizarmos as coisas simples da vida, e que, na minha opinião, são as melhores. Um bom chimarrão com os amigos, o passeio no parque com os filhos, uma boa conversa com a esposa, numa tarde de sol, são prazeres que não custam quase nada, e estão ao nosso alcance. Entretanto, nos deixamos engolir pela correria cotidiana, e passamos a dar valor para coisas que nem sempre estão ao nosso alcance, mas fazemos de tudo para obtê-las.
Como não poderia deixar de ser, isso se reflete também na nossa vida cristã. Muitas vezes, abandonamos a simplicidade do Evangelho em busca de "novas visões", novas experiências, ou apenas para seguirmos o último modismo imposto pelo mercado "gospel" ou por um grande "líder" de renome e projeção. Se atentarmos para os ensinos e as atitudes de Jesus, veremos que Ele sempre procurava simplificar as circunstâncias, optando por uma postura que não chamasse tanto a atenção, mas que sempre apresentava ótimos resultados.
As lições deixadas por Jesus influenciaram grandemente a Igreja Primitiva quando do seu surgimento. Oportunamente, saliento que não estou entre àqueles que defendem ardorosamente uma volta intransigente ao modelo da Igreja Primitiva. Como bem sabemos, todas as igrejas possuem seus defeitos, e neste caso não era diferente. Também precisamos considerar que o mundo é outro, com novas formas de organização, muito mais veloz e virtual, o que leva a uma necessidade de atualização dos meios de atuação da igreja. Entretanto, me agrada muito os princípios que sustentavam àquela comunidade. O texto de Atos 2:42-47 dá uma idéia precisa estes princípios. Diz o texto:
E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. Em cada alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. Todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que iam sendo salvos.
Era uma igreja que (1) se relacionava, através da “... comunhão, e no partir do pão, e nas orações...”, seja no Templo, seja nas casas. Tratava-se, portanto, de uma igreja que ampliava sua vida para relacionamentos mais próximos e diários entre seus membros, com reuniões nos lares, tanto para adoração, como para momentos de convívio social; (2) preocupava-se com o bem-estar de seus integrantes, buscando meios para que todos tivessem as suas necessidades básicas atendidas; (3) conquistava a simpatia dos que lhe cercavam, inserindo-se na sociedade com aceitação e credibilidade; (4) através da sua vida e da sua dinâmica de adoração e comunhão, atraía muitas pessoas para seu interior, salvando-as e inserindo-as no corpo de Cristo.
Sem saudosismos extremados, trata-se de um bom exemplo a ser seguido, e que, seguramente, redundará na expansão do Reino de Deus. A leitura do texto permite perceber que o processo de evangelização era algo que transcorria naturalmente para àquela igreja. Apenas como resultado de sua vida cotidiana, “...as pessoas iam sendo salvas.”, fruto de uma atividade desenvolvida “...com alegria e singeleza de coração.”
Creio, sinceramente, que é hora de retornarmos à simplicidade do Evangelho pregado por Cristo, sem grandes pirotecnias ou modismos, mas mediante uma observância atenta das verdades simples, e ao mesmo tempo profundas, ensinadas por Jesus Cristo durante seu ministério, o que só engrandecerá o Seu nome.
Um abraço
Marcelo

sábado, 31 de julho de 2010

Novo recurso no Blog

O Blogger disponibilizou um recurso que facilita bastante para quem quer compartilhar textos postados aqui com sua rede de amigos. Agora, caso você queira enviá-lo por e-mail, postar no seu blog, Twitter, Facebook ou Google Buzz, basta clicar nos botões que se encontram no final da postagem, fazer o login e o link é postado nas redes sociais.

Desde já, informo que você poderá fazer isso livremente, pois a fonte será citada. De outra forma (recorta/cola), os textos também poderão ser utilizados, mas neste caso, não esqueça de citar a fonte.

Um abraço

Marcelo

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Um exemplo de integridade

Estou relendo o livro de Jó. O texto narra a história de um homem conhecido pela sua integridade e retidão. Assim inicia o primeiro capítulo: “Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal.” (Jó 1:1)
O Dicionário Eletrônico Aurélio define o vocábulo íntegro da seguinte forma: “De reputação ilibada (puro; incorrupto); reto; inatacável.” Tratava-se, portanto, de um homem sem qualquer corrupção, com uma reputação que não podia ser contestada ou atacada; que andava com retidão, ou seja, sem relativismos éticos ou morais, mantendo intocáveis os seus padrões de conduta, mesmo diante das adversidades, que não foram poucas. Jó perdeu seus filhos, seus bens, sua saúde, e, apesar de tantas tragédias, não pecou contra Deus (Jó 1:10).
Creio que esta é uma das virtudes mais requeridas em nossos dias: a integridade. Em todos os segmentos da sociedade, principalmente na vida pública, há um clamor, cada vez maior, por pessoas íntegras, que não se dobram a interesses escusos, que não se vendem, que não se corrompem, que não se orientam apenas pela satisfação de seus interesses.
Numa época em que “tudo é relativo”, manter-se íntegro é um desafio. Somos testados todos os dias. E não estou falando de circunstâncias extremas, como o suborno de uma autoridade ou o desvio de recursos de uma empresa. Falo de circunstâncias cotidianas, como a devolução de uma moeda dada por engano pelo caixa da padaria ou a recusa da compra de um DVD pirata em qualquer esquina.
O versículo citado indica o segredo da integridade de Jó: ele temia a Deus. Temor não significa medo; temor é respeito; é um sentimento de reverência, de reconhecimento da soberania de Deus sobre nossas vidas. Temer a Deus é tributar-lhe a honra que lhe é devida. Quando reconhecemos a Deus como Senhor sobre nossas vidas, a integridade deixa de ser uma opção e passa a ser algo intrínseco em nós, pois Ele nos transmite uma pequeníssima parte de seu caráter, mas suficiente para que as pessoas vejam algo de diferente em nossas vidas.
O mundo está desesperado atrás de pessoas íntegras, dignas de confiança. Se andarmos como Jó, com temor de Deus em nossas vidas, certamente teremos condições de ocuparmos este espaço, fazendo a diferença nesta geração e marcando os lugares por onde passarmos (Mt 5:13-16).
Um abraço
Marcelo

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Uma campanha para mudar a igreja

Extraí este texto do blog do Pr. Geremias do Couto, que autorizou a reprodução, desde que citada a fonte, o que cumpro com satisfação. Se todas as igrejas aderissem à campanha, bons frutos seriam colhidos num futuro próximo.
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Há alguns meses prometi lançar uma campanha nacional neste blog. Reconheço que demorei bastante. São as muitas ocupações. Mas aí está. É uma proposta simples para que as igrejas, independente de sua filiação denominacional ou autonomia, suspendam certas práticas durante pelo menos um ano e depois parem para avaliar em que elas melhoraram, onde progrediram, ou se, ao contrário, houve algum retrocesso. Acho a última hipótese improvável, mas é um direito que cada igreja tem de fazer a própria avaliação. Caso o progresso seja percebido, aconselho que a suspensão seja mantida, pois o Reino de Deus só terá a ganhar.
Se você concordar com os termos abaixo, fique à vontade para reproduzir em seu blog (citada a fonte), afixar no mural de sua igreja, caso seja o pastor, ou encaminhar aos seus líderes para que eles tomem conhecimento e avaliem se vale ou não a pena aderir à campanha.

Às propostas:
1. Deixe de promover eventos festivos um atrás do outro, que acarretam enormes despesas à igreja e pouco resultado trazem à vida espiritual dos crentes e à evangelização, mas não abra mão dos cultos "normais", onde todos podem ser edificados mutuamente. Aqui a comunhão pode ser experimentada em sua dimensão mais profunda.
2. Pare de criar nomenclaturas para definir um culto do outro, como, por exemplo, "culto da vitória", "culto de libertação", "culto de avivamento", "culto da virada" etc., pois culto se presta a Deus de acordo com os elementos descritos no Novo Testamento, e todos eles, quando prestados de fato ao Senhor, cumprem todas as finalidades bíblicas.
3. Reprograme as atividades extra-cultos em sua igreja, entre elas os ensaios dos diferentes departamentos musicais, para não correr o risco de um ativismo improdutivo e ter os horários de tal maneira ocupados com tantas programações que o tempo para o verdadeiro culto a Deus seja escasso, trazendo sérios prejuízos espirituais à vida dos crentes.
4. Tome a decisão radical de não convidar cantores famosos para "abrilhantar" os festejos da igreja (até porque estes em grande parte já não mais farão parte do calendário, pelo menos por um ano) e você descobrirá quantos talentos escondidos na própria igreja poderão ser aproveitados, sem custo algum, nos cultos regulares ou em outro evento extremamente indispensável. Além disso, se não houver demanda, os cantores (sem cair no terreno da generalização) deixarão de cobrar os elevados cachês e, quem sabe, aprendam a ver o que fazem como ministério e não como profissão.
5. Não deixe também de valorizar o cântico congregacional. Uma igreja que adora a Deus unida pode experimentar a vida comunitária com muito maior comunhão e proveito do que aquela em que os membros são meros assistentes de culto. Vêm e vão sem nenhum comprometimento com a vida comunitária.
6. De igual modo, pare de convidar pregadores renomados, os quais seguem a mesma linha dos cantores "profissionais" e chegam nas igrejas com os DVDs (ou CDs) da mensagem ainda a ser pregada já prontos para serem colocados à venda na porta da igreja por um preço bem módico. Quem sabe eles (sem cair também no terreno da generalização) da mesma forma aprendam e passem a servir e não buscar serem servidos.
7. Na ausência dos pregadores que não serão mais convidados, pare de "encher linguiça" durante os cultos, não mais ofereça "capim seco" às suas ovelhas, mas prepare-se para a cada culto ter sempre uma nova mensagem bíblica, cristocêntrica, sem apelar para os conhecidos e já surrados chavões, que alimente o povo e lhe aguce o desejo de voltar nos próximos cultos.
8. Pare de valorizar o formalismo da oração, que envaidece o coração farisaico, mas ensine a sua igreja o que significa orar e torne isso parte do metabolismo espiritual dos crentes de maneira que a oração, a conversa com Deus, profunda, livre e sincera, permeie tudo quanto a igreja faça.
9. Pare de promover eventos evangelísticos, mas faça com que a igreja encarne a paixão pelas almas e passe a empregar o velho (mas sempre novo) evangelismo pessoal como meio de alcançar os perdidos para Cristo. Uma boa maneira maneira é estimular a cada um para que se comprometa a orar, fazer amizade e convidar os seus parentes, amigos e vizinhos com regularidade para que assistam os cultos e ouçam a Palavra de Deus, Não é preciso ir longe. O campo está perto de cada crente. Saiba que 99% das pessoas que frequentam a igreja, hoje, foram trazidas por alguém e não por um "programa".
10. Valorize os cultos nos lares, de maneira sistemática, sem se preocupar com nomenclatura. A igreja primitiva se reunia no templo e nas casas e a maioria absoluta das igrejas existentes tiveram início em reuniões familiares.
11. Pare de fazer conchavos políticos e buscar os favores de candidatos para esta ou aquela atividade. O custo não vale a pena, compromete a voz profética e gera insatisfação entre os crentes. A melhor coisa que uma igreja faz é realizar as suas atividades com a própria receita. Quem quiser contribuir, que o faça em oculto, quando os diáconos passarem com as salvas ou quando os crentes forem chamados ao gazofilácio.
12. Resista a tentação de não cumprir as propostas acima. Sempre haverá os insatisfeitos que forçarão a barra. O risco é grande de você quebrar o compromisso, mas a perseverança é companheira dos que querem alcançar os seus objetivos. Portanto, siga em frente, olhando apenas para Jesus. Você não será decepcionado.
Conclusão
Posso afirmar com segurança, que, com essas decisões, entre tantas outras que podem ser tomadas, sua igreja, ao final de um ano, terá progredido muito mais em todos os sentidos do que se você insistir com esse sistema carcomido que muito aparenta, mas pouca eficácia tem para a igreja como corpo vivo de Cristo na terra.
Experimente e depois nos conte.

domingo, 30 de maio de 2010

A deterioração das relações familiares

A deterioração das relações familiares, por Anissis Moura Ramos*
Nos últimos dias, somos bombardeados pela imprensa com os inúmeros casos de mortes ocasionadas pelo uso do crack e violência explícita. Isto nos leva a crer que é preciso um momento de reflexão para tentar entender o que está acontecendo com a sociedade.
A violência, hoje, é a causa ou consequência mais latente da era pós-humana em que vivemos. A tecnologia vem ocupando o espaço no mundo atual, contribuindo para a formação de um falso self. As pessoas se tornam personagens do mundo virtual para conquistar o outro, sendo um simulacro da realidade.
A competição que se instala desde a mais tenra infância pode ser uma das causas dos desajustes comportamentais de alguns adolescentes. Sendo reforçados pela anuência dos responsáveis, mostrando a sua face aterrorizadora. O limite é sinônimo de permissão e não faz mais parte dos princípios da família.
O papel dos pais foi substituído pelo de amigo, pelo qual tudo é tolerado. As regras não pautam mais as relações familiares. O livre ir e vir dos adolescentes contribui para que os pais não saibam onde e com quem seu filho se relaciona. Um novo modelo de relação entre pais e filhos se estabeleceu. A fórmula consiste em compensar os filhos com bens materiais, isentando-os da responsabilidade de pais.
O uso do álcool na adolescência se tornou normal, sendo que a máxima de alguns pais é que preferem que seus filhos bebam em casa do que na rua. O crack já faz parte da rotina de muitas famílias brasileiras, que perderam o controle sobre os filhos. O ficar na adolescência é visto com naturalidade, não recebendo orientação por parte dos pais ou responsáveis, o que gera, muitas vezes, uma gravidez indesejada. A violência que geralmente se inicia em casa pelos pais e entre irmãos é tratada de forma banalizada.
Frente a tudo isso, as famílias se tornam atônitas quando tomam conhecimento de que o filho é usuário de drogas ou comete atos ilícitos. Perguntando-se, surpresos, como isso foi acontecer. Vemos que o referencial de família, que foi deixado de lado, ainda é a base para a construção e evolução do ser humano.
Esse comportamento omisso nos leva a refletir sobre o verdadeiro caos que estamos vivendo, em que os valores éticos, morais e religiosos foram deixados de lado, sendo vistos como algo do passado. Está na hora de retomarmos esses conceitos que foram esquecidos. Talvez, a partir daí, a mídia não precise anunciar com tanta frequência a morte de jovens que na realidade são vítimas de uma sociedade adoecida.
*Psicóloga
Este texto foi publicado na página 15 da Zero Hora do dia 27 de maio e 2010, e extraído do Blog Dohms. Transcrevi aqui pela importância do tema e pela sábia opinião da autora.
Um abraço
Marcelo


quarta-feira, 19 de maio de 2010

Tudo o que eu precisava saber aprendi no jardim de infância

Li esta citação no Blog do William Douglas e achei interessante. Por isso, reproduzo aqui.

Um abraço

Marcelo

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A maior parte do que eu realmente precisava saber sobre viver e o que fazer e como ser, eu aprendi no jardim da infância. Na verdade, a sabedoria não está lá no alto morro da faculdade, mas sim bem ali, na caixa de areia da escolinha.
As coisas que aprendi foram estas:

reparta as coisas, jogue limpo, não bata nos outros, ponha as coisas de volta onde as encontrou, limpe a bagunça que você fez, não pegue coisas que não são suas, diga que você sente muito quando machucou alguém, desenhe e pinte e cante e dance e brinque e trabalhe um pouco todos os dias.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Hibernação

Prezados,

Devido às correrias do cotidiano, não tenho conseguido postar aqui no blog. Para não ficar me cobrando todos os dias novas postagens, resolvi dar um tempo no blog. Vou colocá-lo em hibernação, apenas postando quando sentir necessidade.

Mas continuarei interagindo no Twitter e no Facebook. Se quiser me seguir, "bora lá".

Um abraço,

Marcelo

quarta-feira, 17 de março de 2010

E-mail sobre projetos de lei prejudiciais aos evangélicos traz meias-verdades

Faz algum tempo que circula na internet um e-mail que alerta os cristãos sobre projetos de leis que tramitam no Congresso Nacional e que trariam sérias restrições à liberdade de culto e crença do povo evangélico, tais como proibição de cultos ou evangelismo na rua, proibição de pregar sobre dízimos e ofertas (havendo reclamações, obreiros serão presos), cultos somente com portas fechadas, pagamento de imposto sobre dízimos, ofertas e contribuições, etc.

Preliminarmente, nunca é demais lembrar que a internet está recheada de “lendas virtuais”. Mensagens que são totalmente fantasiosas (ou pelo menos em parte), criadas apenas para disseminar boatos e vírus pela rede de computadores. E com o alcance mundial da internet, ela tem sido um campo fértil para realizar esse tipo de ação. Quando recebemos um e-mail que traz assuntos deste tipo, o melhor a fazer é deletá-lo imediatamente. Se julgarmos que o assunto é importante, e que deve ser repassado, devemos realizar uma pesquisa sobre sua veracidade antes de reenviá-lo para os nossos contatos. O site www.quatrocantos.com.br é uma ótima ferramenta de consulta. Mas, por favor, não reenvie sem pesquisar detalhadamente se o e-mail é verdadeiro. Assim, você estará contribuindo para a eliminação do “lixo virtual”.

Voltando ao e-mail citado, trata-se de uma meia-verdade. Alguns dos projetos mencionados realmente existiram. Entretanto, todos foram arquivados e não tramitam mais. Outros nunca existiram. E o fundamento para o arquivamento foi, na maioria dos casos, o mesmo: a liberdade de crença e culto, assegurada pela Constituição.

O artigo 5º, inciso VI, da Constituição Federal, diz:

“É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias.”

Trata-se, portanto, de um direito fundamental, que não poderá ser violado por qualquer proposta de emenda constitucional que tenda à aboli-lo, conforme o parágrafo 4º do art. 60 da CF:

“Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir […] os direitos e garantias individuais.”

Portanto, qualquer PEC (Projeto de Emenda Constitucional) que viole direitos fundamentais não poderá nem ser votado, a não ser que a Constituição seja rasgada. Enquanto isso não acontecer, a liberdade de culto e crença continua inatacada.

É claro que isso não significa que nós, cristãos, vamos deixar de estar alertas quanto a restrições impostas para o exercício de nossa fé. Pelo contrário, sabemos que os dias são difíceis e precisamos estar prontos para os ataques que tentam destruir o povo de Deus, sufocando o Evangelho. Entretanto, meu comentário diz respeito ao e-mail que mencionei. E este, não merece crédito.

Um abraço

Marcelo

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Internet: inocente ou culpada?

O texto que segue foi escrito pelo meu amigo e irmão Vinicius do Nascimento Lampert, transcrito com autorização do autor. Trata-se de uma oportuna reflexão diante da explosão das redes sociais e a massificação da internet.
Um abraço
Marcelo
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Quando Deus criou o homem, disse: “De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” Parece que sempre tivemos dificuldade em administrar o nosso livre-arbítrio. Os conselhos, as mensagens, parecem não obter efeito em meio às facilidades oferecidas por um mundo desconhecido.
Na vida, as tentações são persistentes e variadas. Iniciou no Jardim do Éden e nos dias de hoje um tema de muitas discussões é os malefícios da internet. O inimigo de nossas almas usa de velhas artimanhas para nos enganar e investiga nossos desejos a fim de proporcionar um banquete atraente, tentador. Ao andar por caminhos reprovados por Deus, o fim dessa história é bem conhecido!!!
O ser humano frequentemente não resiste à curiosidade, dá ouvidos à propaganda enganosa dos benefícios em consumir algo diferente, cai em laço, na armadilha, gerando destruição para ele e para os que os cercam. E o resultado disso tudo é colocar outro no banco dos réus! Eu não sou culpado! A melhor forma de ser inocentado é não entrar para o julgamento.
No evangelho de Mateus 5.28 Jesus disse: “Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.” Quero fugir e fingir. Enquanto o falso réu é alvo de discussões ficamos com a sensação de que somos inocentes. Inocente ou culpado? Não vem ao caso! A Internet deve ser a grande causadora da destruição na vida de jovens promovendo divisão e esfriamento nos relacionamentos e mazelas na família! Falsa constatação...
Assumir os erros é a melhor forma de encontrar soluções para os nossos problemas. Se não conseguimos decidir por evitar o mal é por que o problema está dentro de nós! Somos tentados e atraídos pelo mau desejo de nosso coração. O que fazer, então? Condenar a internet? Ignorar os seus benefícios ao usá-la com sabedoria? Não usar a internet, a televisão, o rádio vai resolver o meu problema?
É necessário mudar o olhar e ajustar o foco. Inocentar ou culpar a internet não nos livra de pecarmos. Mas existe um lugar melhor para estarmos. Neste lugar, a carne, as paixões e os seus desejos são crucificados. Neste lugar somos verdadeiramente livres, pois Cristo nos libertou do pecado. Este lugar é a cruz de Cristo. Nela aprendemos a viver com liberdade e maturidade. Crucifique o mau desejo e serás livre.
E o veredicto? A internet não é culpada, nem inocente, pois neste mar de informações, temos os remos nas mãos e quem decide por onde navegar é o comandante da embarcação!
Vinícius do Nascimento Lampert

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O cristão e as leis

Desde a criação do homem, as leis sempre ocuparam um papel fundamental na organização das sociedades, cumprindo sua função de disciplinar as relações, tanto as humanas como as demais que surgiram ao longo do desenvolvimento da civilização. Ainda durante o Êxodo, quando Deus estava conduzindo o povo hebreu até a terra onde eles se estabeleceriam como nação, Ele instituiu leis civis e religiosas, dotando o povo de um código de conduta pelo qual eles deveriam pautar os seus relacionamentos. Mesmo antes do surgimento das primeiras codificações, leis naturais já regiam o comportamento humano, sendo elas estabelecidas por Deus desde a fundação do mundo. Modernamente, em nosso país, vivemos num Estado Democrático de Direito, baseado num sistema de matriz romano-germânica, na qual a lei é a principal fonte do Direito, refletindo-se, inclusive, em nossa Constituição, que atribui ao princípio da legalidade status de direito fundamental, ao declarar, no inciso II do art. 5º: “Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei.” Esta necessidade de observância estrita às leis cria situações, às vezes, de indefinição, pois os legisladores aprovam, não raro, leis conflitantes ou inconstitucionais, gerando situações que precisam ser levadas ao Poder Judiciário para serem solucionadas.
Situação semelhante ocorre quando surgem os conflitos entre as leis civis e as leis divinas. Como cidadãos brasileiros, devemos observar e cumprir as leis que regem o nosso país. Entretanto, como cidadãos do Reino de Deus, precisamos também cumprir as leis que Ele estabeleceu para àqueles que fazem parte do Seu povo. Mas o que fazer quando essas leis entram em conflito? E quando a lei civil obriga a fazer algo que a lei celestial veda, ou vice-versa? Nesses casos, poderíamos, simplesmente, fazer uso da orientação bíblica, que diz: “Importa mais obedecer a Deus do que aos homens.” (At 5:29) Todavia, este argumento pode não ser suficiente diante de uma crescente exigência de fundamentação de opiniões e decisões. Uma argumentação mais consistente passaria, necessariamente, pela utilização dos “princípios” para resolução do conflito. Na linguagem jurídica, “princípios” são os alicerces sobre os quais se constrói todo o ordenamento jurídico. Sendo assim, devemos observar os princípios que sustentaram a elaboração das leis conflitantes para que, através de uma ponderação entre eles, cheguemos a uma solução adequada para o caso.
No caso de um conflito entre as leis divinas e as leis civis, é evidente a preponderância dos princípios instituídos por Deus em Sua Palavra, pois como regra de fé e prática, é ali que encontramos toda a orientação de como devemos nos portar diante de Deus e dos homens. Por estarem baseados no amor, na justiça e na santidade de Deus, os princípios encontrados na Bíblia Sagrada servem de parâmetro para resolvermos os supostos conflitos que possam surgir entre as leis institucionais e as leis celestiais. E quando o assunto é “princípios”, ninguém tem o direito de questionar as convicções de outra pessoa (desde que não sejam prejudiciais ao próximo, evidentemente, pois isso seria contrário aos princípios bíblicos), pois dizem respeito a uma parcela indisponível e irrenunciável dos direitos de personalidade, que é a autonomia da vontade, configurada na autonomia moral que deve gozar toda a pessoa, e que está diretamente associada à dignidade da pessoa humana.
A discussão do tema é bastante pertinente diante da iminência de aprovação, pelo Congresso Nacional, de uma lei bastante polêmica e com determinados aspectos contrários à Palavra de Deus (PLC nº 122/2006). Assim, como esta, outras leis são aprovadas com artigos que disciplinam matérias que vão de encontro aos princípios divinos. Diante disso, os cristãos precisam ter prudência e sabedoria para, dentro do possível, conduzirem-se de forma a cumprir o ordenamento jurídico nacional, pois, assim como a transgressão a lei divina traz suas consequências, o descumprimento das leis civis também impõe sanções. Entretanto, existem situações consideradas limites, nas quais a observância da lei civil poderá levar a um confronto com as leis de Deus. Quando tal circunstância for inevitável, a prioridade sempre será da lei maior, estabelecida segundo os padrões éticos e morais inerentes ao Criador, nunca esquecendo que este comportamento poderá levar a consequências, na maioria das vezes, desagradáveis, como aconteceu com tantos homens e mulheres que desafiaram as autoridades de seu tempo em busca do cumprimento de uma ordem divina, sendo, muitos deles, presos, e alguns até mortos.
Tenhamos sempre em mente a nossa maior esperança, que é, um dia, morarmos na nossa pátria celestial, e assim conseguiremos viver uma vida de forma digna, agradando a Deus em tudo, e cumprindo com os nossos deveres de cidadãos brasileiros. Contudo, estejamos atentos para que não venhamos a afrontar os princípios bíblicos, pois isso determinará onde passaremos a eternidade.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Filhos no reinado – Parte III

Quando fazer tudo não basta


Cada vez mais, pais têm procurado ajuda de profissionais, conselheiros ou quem possa socorrê-los para tratar de um comportamento que tem sido cada vez mais comum em crianças na mais tenra idade: a rebeldia, que muitas vezes se traduz em agressividade. Sem nenhuma causa aparente e sendo criados sob limites equilibrados, os filhos apresentam um comportamento, no mínimo, questionável, com gritos, socos, murros, palavrões e atitudes ferinas, sarcásticas e desafiadoras. [herança do pecado adâmico?]
Os motivos que justificam esse comportamento podem ser muitos, assim como a maneira em que a questão é tratada. Há aqueles que, num gesto de passividade ou por não saberem como agir, acreditam que tudo é normal, que é uma fase, e que logo passará. Há outros que, por medo, desconhecimento ou temendo perder a autoridade, acabam agindo com brutalidade e violência. [todo extremo é ruim]
O difícil é manter o equilíbrio nessas horas. Charles R. Swindoll, no seu livro Você e Seu Filho, orientação bíblica para pais que desejam criar filhos confiantes da infância à independência(United Press, SP, p. 98), tratando do assunto, afirma: “Deve haver bem-querer. Deve haver instrução. Deve haver um espírito de sensatez na administração da disciplina. É o que poderíamos chamar de disciplinar com dignidade.”
Muitos, porém, podem questionar: “E quando fazemos todo o possível e nada parece acontecer, nada parece mudar? Pelo contrário, só piorar?” Segundo Neil T. Anderson e Steve Russo, no livro A Sedução dos Nossos Filhos(Ed. Betânia, BH/MG), há fatores espirituais envolvidos. Para eles, ingredientes como desenhos, filmes, livros, videogames e até currículos escolares, carregados de mensagens muito bem elaboradas, podem estar influenciando o coração e a mente das crianças. Esses ingredientes apresentam mensagens tendenciosas que levam as crianças a agir agressiva e violentamente. “Precisamos estar cientes da natureza espiritual do mundo em que vivemos.”
Nossos filhos estão crescendo num mundo sedutor. Muitas das coisas que nos cercam são sutilmente influenciados pela Nova Era, pelo ocultismo e pelo satanismo. Precisamos definir estratégias para proteger nossos filhos de ataques espirituais e ajudá-los a resolver seus próprios conflitos espirituais”, afirmam.
Recuperando o reino perdido
O que fazer para recuperar a posição de autoridade? Como realmente impor limites equilibrados a fim de que a criança entenda quem realmente manda em casa? “A prevenção sempre foi o melhor remédio”, diz Susie Meire. “O ideal é que, desde cedo, se invista nos filhos, estabelecendo a eles limites, para que mais tarde, sejam maduros. Quanto mais cedo os pais investirem nos seus filhos, estabelecendo-lhes limites claros e equilibrados, mais cedo aprenderão até onde podem ir. Aprenderão a respeitar a si mesmos e aos outros. Tornar-se-ão adultos maduros, que saberão tomar suas decisões de maneira sábia e também administrarão seus problemas”. Ela diz ainda que muitos pais só percebem o problema quando os filhos já são adolescentes. “O primeiro passo”, sugere ela, “é a mudança de atitude”.
O passo seguinte, segundo ela, é a demonstração de amor. “O momento agora não é o do chicote, mas o do conselho”, explica Susie. Uma vez que muitos desses adolescentes foram criados sem limites ou com limites em demasia, eles se sentiram abandonados e menosprezados, como se ninguém ligasse para eles, pois tudo o que faziam não tinha a menor importância para os pais. Ela aconselha: “É o momento de os pais mostrarem a eles as conseqüências de suas escolhas”.
O último passo apontado por Susie Meire é a procura por parte dos pais por ajuda de fora, particularmente de um profissional. “O adolescente, nesta fase, valoriza mais as palavras de um amigo do que a dos pais”, diz ela. E explica: “Na fase da adolescência, a tendência de ele se juntar ao grupo é muito grande, pois está à procura de sua identidade e de sua auto-afirmação. Ele quer saber o que o mundo e os outros pensam a seu respeito, e não os pais. A ajuda pode vir de profissionais ou de amigos de sua confiança, que lhe possam oferecer sábios e úteis conselhos”. [se as más companhias corrompem os bons costumes, as boas poderiam restaurá-los?]
Sm 46:10  Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre os gentios; serei exaltado sobre a terra.


Fonte: Pés Formosos

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Filmes do fim-de-semana

Neste “findi”, para dar uma aliviada na cabeça depois de tanto estudar, assisti dois filmes.
O primeiro foi Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida, o primeiro filme da série de um dos mais carismáticos personagens do cinema (na minha opinião, evidentemente), estrelado por Harrison Ford, e lançado em 1981. O filme narra as aventuras de um pacato professor de Arqueologia, que se torna um aventureiro destemido e pouco convencional quando está em busca de relíquias arqueológicas, que usa uma pistola, um chicote e um inseparável chapéu nas suas expedições.
Deixando os exageros à parte, e que são característicos em um filme feito simplesmente para diversão, o filme destaca a incessante busca do homem em querer se igualar a Deus. Com a Arca da Aliança em seu poder, Hitler acreditava que poderia dominar o mundo. Entretanto, não foi isso que aconteceu, pois Deus não se deixa manipular por ninguém.
Ainda olharei os outros três filmes da série, que foram lançados num box contendo todos os DVD’s. Sem muito compromisso; apenas por diversão.
O outro filme foi Estrada para Perdição, estrelado por Tom Hanks, que conta com uma grande atuação de Paul Newman. Ao contrário de Indiana Jones, um filme mais denso, que narra história de um gângster que, para proteger seu filho da máfia, enfrenta uma jornada marcada pela tragédia e pela vingança, mas também pela redescoberta de um intenso amor entre pai e filho.
Para quem não assistiu, fica a dica.
Um abraço Marcelo

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Filhos no reinado – Parte II

A falta de limites
Segundo aponta os profissionais da área, o principal motivo porque muitos pais não impõem limites a fim de conter as crianças é a culpa. Porque passam a maior parte do dia fora de casa, acreditam que dizer “não” aos filhos pode ser prejudicial e injusto. Em reportagem à revista Nova Escola, a escritora Tania Zagury afirmou: “Os pais de hoje trabalham mais e passam menos tempo com os filhos. Quando chegam do trabalho, ambos estão cheios de culpa pela ausência.
Para minimizar este sentimento, tornam-se permissivos, deixando de estabelecer limites e de ensinar o que é certo e errado”. Tânia Zagury é mestre em educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, graduada em Filosofia pela Universidade Estadual do mesmo estado, além de professora e conferencista na área, com palestras e cursos proferidos e ministrados em todo o Brasil. Ela é também autora de vários títulos, entre eles Sem Padecer no Paraíso, em defesa dos pais ou sobre a tirania dos filhos(Record, RJ, 15ª edição), Educar Sem Culpa, a gênese da ética(Record, RJ, 16ª edição), e Limites sem Trauma(Record, RJ, 28ª edição).
Outra autoridade no assunto é Ivana Brandão, psicóloga e psicopedagoga, que há mais anos lida com a questão. Ela comenta: “Uma das grandes dificuldades dos pais em impor limites aos filhos é a falta de tempo. Porque não têm dedicado tempo aos filhos, acreditam que, se imporem limites à criança, ela será prejudicada e se sentirá rejeitada e não amada. Daí, dão-lhe de tudo numa vã tentativa de suprir essa lacuna. É uma espécie de compensação”. Ivana Brandão é formada em Psicologia pela Faculdade de Ciências Humanas(Fumec) e pós-graduada em Psicopedagogia, com especialização em Educação Pedagógica, que há anos trabalha na área.
Limites de mais ou de menos
Além da culpa, o medo e a insegurança também parecem ser fatores que pesam aos pais ao impor limites. Muitos foram tão reprimidos e lhes impuseram limites tão severos, que cresceram com a idéia de que se disserem “não” aos filhos ou impor-lhes qualquer outro limite, isso vai prejudicá-los. “Crianças criadas num ambiente onde tudo pode, onde tudo é permitido, não aprendem a conviver com os outros. Elas se tornam inseguras e desorientadas”, diz Susie Meire Valadão Cintra, psicóloga e psicopedagoga, formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Susie Meire é esposa do pastor Kaiser Vasconcelos, pastor-líder do ministério da Rede de Adolescentes da Igreja Batista da Lagoinha, e com ele trabalha no ministério. Ela ainda vai mais longe: “Essas crianças, quando atingirem a fase adulta, procurarão por alguém que lhes imponha limites e exerça autoridade”.
O oposto também pode acontecer. Porque foram tão oprimidos e receberam uma educação tão severa, os pais tendem a repetir modelos, porque não sabem fazer outra coisa, ainda que involuntária e inconscientemente. “Só podemos dar aquilo que recebemos”, diz Suzie Meire. Segundo ela, uma criança criada num ambiente assim, ou em qualquer outro lugar, dificilmente fará o que tem que ser feito com amor. Ela o fará por obrigação: ‘Tenho de fazer, senão...’”
Conflito de limites
Outro problema que parece surgir nos lares é a dúvida quanto ao que é melhor para os filhos, o que pode e o que não pode. Ora os pais proíbem, ora liberam. Ou, ainda, o pai deixa e a mãe não, e vice-versa. Por quê? Ao que tudo indica, o primeiro motivo é o conflito de autoridade. Em muitos lares onde os pais não se entendem, impor limites é quase impossível, e a criança é a mais prejudicada. Cada um dá ao filho o que acredita ser melhor. Com isso, a criança tende a desenvolver dois tipos de comportamento: ou elas aprenderão que obedecer é algo relativo, ou então aprenderão, desde cedo, a manipular um dos pais para obter o que deseja. Ivana Brandão afirma: “Apregoou-se que não se deve dizer ‘não’ aos filhos, que eles devem ser livres nas suas atitudes, escolhas e decisões. Surge o grande conflito: como educar os filhos? Com ou sem limites? Como prepará-los para a vida?”
Um segundo motivo em relação à imposição indefinida de limites é a confusão e a falta de orientação. Segundo os psicólogos clínicos, doutores Henry Cloud e John Townsend, “o conflito em relação aos limites acontece devido à confusão a respeito da criação dos filhos ou mesmo por problemas pessoais, aonde os pais mesclam limites rígidos e relaxados, acabando por enviar mensagens conflitantes aos filhos.” Conforme ainda Cloud e Townsend, famílias de alcoólatras costumam exibir esse tipo de comportamento. Os doutores Henry Cloud e John Towsend são autores da série de livros Limites, onde abordam o assunto não só em relação ao casamento, como também na relação entre pais e filhos. Entre suas obras, destacam-se Limites Para Ensinar aos Filhos e Criando Filhos Vencedores(Editora Vida). Esse último trata do desenvolvimento do caráter nos filhos e como fazê-lo.
Sm 46:10  Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre os gentios; serei exaltado sobre a terra.



Fonte: Pés Formosos

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Desafiando Gigantes

Neste final de semana assisti ao filme Desafiando Gigantes. Trata-se de uma bela produção, com uma mensagem inspiradora. O filme relata a história de um treinador de futebol americano universitário que, após sucessivos fracassos de seu time, está prestes a perder seu emprego. Mas algo extraordinário acontece, quando ele institui um programa diferenciado de treinamentos, baseado nos ensinamentos da Bíblia Sagrada e na mensagem deixada por Jesus Cristo. Após serem inundados pela graça de Deus, a equipe inicia uma extraordinária recuperação. E passam a conhecer os milagres que Deus pode fazer, inclusive na vida do treinador. O encontro entre o treinador e sua esposa, após a partida final do campeonato é emocionante.
O filme pode ser encontrado nas locadoras. Vale conferir.
Um abraço
Marcelo

Você sabe o que é "pitico”?

Trata-se de um novo uso do crack, mais sutil, mas igualmente devastador. No site “Crack nem pensar” você pode obter mais informações sobre este mal que está devastando vidas e famílias.
Um abraço
Marcelo

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Os crentes são loucos

Não sei quem é o autor do texto abaixo, nem a sua origem, mas achei legal reproduzi-lo.
Um abraço
Marcelo
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Há pessoas que bebem para se alegrar. Depois de beberem, brigam, vomitam, pegam o carro, matam e morrem. Mas os crentes sâo loucos porque "não se divertem".
Tem gente que trai o cônjuge, perde a noção de fidelidade, destrói a familia, gasta todo o dinheiro pagando pensão para filhos orfãos de pai vivo. Mas os crentes são loucos porque querem ser "certinhos".
Há o pessoal que fuma porque é chique. Fica com os dentes pretos, hálito horrivel, tosse de cachorro e acaba morrendo de câncer no pulmão ou enfisema pulmonar. Mas os crentes são loucos porque não curtem "as coisas boas da vida".
Há também os que fumam baseado, cheiram cocaína e queimam crack. Tornam-se trapos humanos, perdem a personalidade, os neurônios, a dignidade e a própria vida. Mas os crentes são "loucos de careta".
Há o fulano que, no estádio, e até na frente da televisão, xinga a mãe do juiz, manda no técnico, berra pelo time até ficar rouco, mas chama os crentes de loucos porque gritam "aleluia". E tem os sábios que acreditam que gato preto da azar, tem medo de encruzilhada, fogem de olho gordo, acreditam em reencarnação sem nunca terem reencarnado, mas acham que os crentes são loucos porque têm certeza que vão morar no céu.
Oh, glória a Deus. Sou louco mesmo!
1 Corintios 1.18.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Filhos no reinado – Parte I

Filhos no reinado

Como a falta de limites aos filhos podem transformar esses pimpolhos em tiranos 
A cena se repete todos os dias e em todos os lugares onde é possível estabelecer e expandir seu reinado. Bastam apenas alguns berros, algumas estripulias e a guerra está ganha. Os pais pedem, imploram e até ameaçam, mas nada ou ninguém parece detê-los. Sequer sentem-se intimidados. Quando já estão cansados e esgotados, sem forças para resistir, os pais rendem-se à tirania dos desejos dos filhos. “Tudo bem! O que vocês querem? Peçam o que quiserem. Mas só dessa vez, hein!”. A essa altura, a “guerra”, mais uma vez, foi ganha.
A comparação pode parecer um exagero, mas é exatamente assim que acontece. Todos nós já presenciamos aquela corriqueira e conhecida cena que acontece num supermercado, num shopping, numa loja de brinquedos e quem sabe até mesmo na igreja, quando o menino ou a menina deseja algo que os pais não podem ou não querem dar-lhes. A batalha então é deflagrada. A partir desse momento, eles, os filhos, lutam com todas as “armas” que têm e querem: gritam, choram, esperneiam e chegam ao extremo da agressão. Tudo para manter os pais, ou quem estiver com eles, sob o mais absoluto controle. A fim de evitar o constrangimento – ou mesmo porque não sabem o que fazer na hora – os pais ou os responsáveis logo se rendem aos caprichos e manhas dos filhos. A essa altura, o controle e autoridade já viraram lenda, e eles - os filhos  - continuam no poder.
Filhos agressivos, rebeldes, insubmissos, teimosos. Por que isso acontece? Há diversos fatores que podem estar em jogo. Contudo, há um que parece, em muitos casos, justificar esse comportamento hostil, desafiador e agressivo: a falta de limites equilibrados que os pais deixam de impor aos filhos. O que fazer? Como reverter tal situação? O que pensam os profissionais da área sobre o assunto? A presente reportagem não tem a pretensão de esgotar o assunto, até mesmo porque é vasto e polêmico. A intenção é a de trazer à reflexão algo que tem preocupado não só os pais, mas os educadores e especialistas sobre o assunto: a falta de limites na educação das crianças. Numa época em que a delinqüência infanto-juvenil é cada vez maior e os valores são cada vez mais relativos, impor limites é algo necessário e urgente. Antes que os pequenos pimpolhos se transformem em pequenos tiranos, e se perpetuem no poder.
Os filhos ontem e hoje

Não é preciso ser um especialista ou um entendido no assunto para afirmar, com toda a certeza, que a relação entre pais e filhos hoje não é mais a mesma como antigamente, e que ela mudou bastante ao longo dos séculos. E não é só isso que mudou. O consenso é geral e não há como negar: o mundo já não é mais o mesmo. Alvin Toffler, autor dos best-sellers O Choque do Futuro e Terceira Onda, afirmou em uma de suas obras: “Tão profundamente revolucionária é esta nova civilização, que desafia todas as nossas velhas pressuposições”. Toffler parece ter acertado em cheio. Valores e conceitos que até então eram considerados sólidos e intransponíveis, hoje são relativos e sujeitos a visão de mundo e dos fatos de cada um. É nesse contexto que as crianças estão crescendo.  Para que se possa ter uma idéia de como as coisas mudaram e por que muitas vezes são eles – os filhos – e não os pais que dominam a situação, é necessário retroceder no tempo.
Do matriarcado ao filiarcado
Segundo Luiz Carlos Osório, em seu livro A Família Hoje, no princípio as famílias se organizavam de forma matriarcal, pelo fato de pouco se saber sobre o papel do pai na reprodução. Cabia às mães o dever de cuidar dos filhos e prover-lhes um crescimento saudável. Os homens, não sabendo ainda como cuidar da terra, tinham de ir à procura de alimento enquanto elas cuidavam da casa e das crianças. Mais tarde, segundo Luis Carlos, com o advento da agricultura e, conseqüentemente, o surgimento da vida sedentária, surgiu o patriarcado: o homem passou a ser o chefe da família, o patriarca.
Hoje, segundo Haime e Feiga, autores do livro Assuntos de Família, o que se vê é a era do filiarcado. Ou seja, são os filhos quem mandam e ditam as regras. As mulheres foram inseridas no mercado de trabalho e o cuidado dos filhos foi delegado a terceiros: avós, familiares, babás etc. Muitas crianças também passaram a ficar em creches, escolas, pré-escolas, clube etc., e os vínculos de relacionamento entre pais e filhos foram rompidos. Querendo receber atenção e carinho, eles então começam a fazer uma série de exigências. Sentindo-se culpados por não lhes dedicar tempo, os pais se rendem aos seus caprichos, numa espécie de compensação. Nesse contexto, é quase impossível dizer “não”.
Sm 46:10  Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre os gentios; serei exaltado sobre a terra.


Fonte: Pés Formosos


Obs.: Em breve, a Parte II.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Fim do recesso virtual

Depois de algum tempo afastado do blog, retorno às postagens. Entretanto, o ritmo será bem reduzido, tendo em vista a minha concentração total no concurso da Defensoria Pública da União. É hora de dar um gás total, pois o concurso é no início de março. Espero poder postar aqui as informações sobre a minha aprovação no concurso.

Um abraço

Marcelo