Ano passado, o Rio Grande do Sul registrou 8 mil casos de desaparecimentos. Ao todo, duas pessoas por dia não são localizadas. Uma delas é criança ou adolescente. Além de desavenças familiares, maus tratos e problemas mentais, o consumo de drogas é a principal causa de desaparecimentos.
Nos últimos três anos, quando o crack virou uma epidemia no Estado, com 55 mil usuários, o uso da chamada pedra acabou sendo uma viagem sem volta. E a tendência é a situação piorar nos próximos dois anos com a projeção de 300 mil dependentes desta droga.
Enquanto aguarda por resultados estatísticos, o titular da Delegacia de Homicídios e Desaparecidos, Bolivar Llantada, destaca que o aumento de casos já considerável.
A média da Polícia gaúcha para encontrar um desaparecido é de 30 dias, mas quando envolve dependência química, cai para apenas cinco dias. Isso se o usuário não for executado pelo não pagamento de dívidas com os traficantes.
O agente Jairton Pescador, do Departamento Estadual da Criança e do Adolescente, diz que o crack já atingiu os menores de 18 anos. A psicóloga Suzana Braun alerta para uma conscientização urgente:
— Existe um mito no desaparecimento de que meu filho jamais será vitimizado. Todas as crianças e adolescentes são vulneráveis a esta violência. Ninguém pode garantir que nossos filhos estão a salvo, precisamos cada vez mais educar a família. Capacitar profissionais que possam dar conta dessa dor dessa família. Ensinar os pais a protegerem seus filhos.
Fonte: Clicrbs
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