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Portanto, vão e façam discípulos... (Mateus 28:19)

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Palavras Humildes

Texto extraído do livro "As cinco linguagens do amor", de Gary Chapman

O amor faz pedidos, não exigências. Quando exijo coisas de minha esposa, torno-me pai, e ela passa a ser minha filha. É o pai que diz ao filho de 3 anos o que ele precisa fazer e, na verdade, o que ele deve fazer. Isso é necessário, porque uma criança de 3 anos ainda não sabe navegar nas traiçoeiras águas da vida. No casamento, porém, somos parceiros iguais e adultos. é claro que não somos perfeitos, mas continuamos sendo adultos e parceiros. Se quisermos desenvolver um relacionamento íntimo, precisamos conhecer os desejos do outro. Se quisermos nos amar, precisamos saber o que a outra pessoa deseja.

Nossa maneira de expressar esses desejos, porém, é algo muito importante. Se eles forem entendidos como exigências, eliminamos a possibilidade de intimidade e afastamos nosso cônjuge. Se, porém, expressarmos nossas necessidades e desejos na forma de um pedido, damos orientação, não decretos. O marido que diz: "Você poderia cozinhar aquele macarrão delicioso uma noite dessas" está dando à esposa uma orientação sobre como amá-lo e, assim, construir intimidade. em contrapartida, o marido diz: "Será que é impossível ter uma refeição decente por aqui?" age como adolescente, faz uma exigência, e sua esposa provavelmente responderá com algo como: "Tudo bem, então você cozinha". A esposa que diz: "Você acha que daria para limpar as calhas esta semana?" expressa amor ao fazer um pedido. Mas a esposa que diz: "Se você não limpar logo essas calhas, elas vão cair do telhado. Há galhos brotando delas!" colocou um fim no amor e tornou-se uma esposa dominadora.

Ao fazer um pedido a seu cônjuge, você afirma o valor e as capacidades dele. Em essência, está indicando que ele tem algo ou pode fazer alguma coisa que é significativa e valiosa para você. Contudo, ao fazer exigências, você deixa de ser um parceiro e se torna um tirano. Seu cônjuge não se sentirá apoiado, mas menosprezado. O pedido introduz o elemento da escolha. Seu parceiro pode optar por responder ao pedido, porque amar é uma escolha. É isso que torna o amor tão significativo. Saber que meu cônjuge me ama o suficiente para responder a um dos meus pedidos comunica emocionalmente que ele se importa comigo, me respeita, me admira e quer fazer algo para me agradar. Não é possível alcançar o amor emocional por meio de exigências. Meu cônjuge pode, de fato, ceder às minhas exigências, mas isso não é uma expressão de amor; é um ato de medo, de culpa ou de algum outro sentimento, mas não de amor. Assim, o pedido cria a possibilidade de expressar amor, enquanto a exigência sufoca a possibilidade.

Um comentário:

  1. Bom dia Marcelo!
    Desculpe, eu não tinha ideia que teu blog e textos partiam de um ponto de vista religioso.
    Embora eu não tenha religião, não posso , por várias circunstancias/experiencias vividas, me tornar ateu. Sei e tenho certeza da existência de algo que para mim é inexplicável e imensurável. Tenho profundo respeito por todas as religiões e este motivo não me deixa a vontade para comentar ou contestar algo que tenha sido colocado aqui no teu blog.
    Poderemos talvez em outros meios, momento ou pessoalmente, conversar sobre conceitos de religião e comportamento pessoal. Gosto imensamente deste assunto.
    Um abração.

    Alex Oxley.


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