No último texto que postei aqui no blog, fiz referência ao texto de Mc 2:1-6, que narra a história da cura de um paralítico, levado à presença de Cristo por quatro homens que não mediram esforços para ajudá-lo. Além da lição já mencionada no post anterior, outra circunstância ali narrada também merece destaque.
Se observarmos com atenção o registro deixado por Marcos, perceberemos que aquele homem, quando colocado diante de Jesus, ouviu dEle a seguinte frase: “Os teus pecados estão perdoados.” É evidente que Jesus conhecia a sua necessidade física, e o seu desejo de ser curado. Entretanto, aquele homem carecia de algo muito maior, que era o perdão de seus pecados. E o mais significativo é que ele não havia pedido perdão, mas recebeu-o de Cristo.
Eis uma das principais características do perdão: ele deve ser unilateral, ou seja, deve ser concedido independentemente de qualquer solicitação por parte daquele que dele necessita. Talvez aquele homem nem soubesse que precisava ser perdoado, mas o obteve incondicionalmente, por iniciativa daquele que poderia perdoá-lo.
Muitas vezes, enfrentamos situações semelhantes a essa: somos ofendidos, insultados, agredidos, difamados, ignorados, e tantas outras situações que nos colocam na condição de “vítima”. Exigimos que a pessoa que nos feriu venha pedir perdão, retratar-se. Se isso não acontecer, ficamos magoados e deixamos nascer em nossos corações uma raiz de amargura, que na maioria das vezes, é mais prejudicial para nós do que para o ofensor.
Precisamos aprender a perdoar com o Jesus, que num momento de grande dor, perdoou os seus algozes (Lc 23:34), demonstrando um amor incondicional, ilimitado e unilateral. Não podemos esquecer que, neste momento, Ele estava perdoando todos os nossos pecados. Se um dia fomos perdoados pela imensa graça de Cristo, mesmo não merecendo, porque não teríamos a mesma atitude com aqueles que nos ofendem? Paulo, escrevendo aos Efésios, afirma: “Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente,assim como Deus os perdoou em Cristo.” (Ef 4:32 – NVI)
Atitudes como essa podem restaurar relacionamentos e reaproximar pessoas, pois os muros de separação que foram levantados podem cair diante desse gesto de renúncia e amor. Será que estamos dispostos a abrir mão dos nossos “direitos” e perdoarmos sem qualquer condição?
Um abraço
Marcelo
Marcelo, achei sua mensagem muito interessante. Nos dias atuais é comum se ouvir falar sobre a importância do perdão, mais ainda assim, convivemos com a dificuldade de pratica-lo. Gostei da abordagem unilateral que destes ao dizer que o perdão para ser liberado não depende de um pedido por parte do que ofende, mas sim de que o ofendido o conceda.
ResponderExcluirQue possamos aprender com o nosso modelo [JESUS] a perdoar antes de chegar a cantar aquela música que diz que a vitória tem sabor de mel.
Abraços na Paz de Jesus!
Carinne Schimitt