O segundo capítulo do livro é denominado Perspectiva e Análise Gerais. Depois de fazer uma introdução sobre determinados aspectos externos do sermão, o autor dedica este capítulo para observações mais restritas ao conteúdo do texto.
E ele inicia o capítulo ressaltando a importância de compreender o sermão dentro de seu contexto, pois somente dessa forma será possível entendermos as injunções particulares feitas por Jesus. Segundo o autor, o sermão apresenta uma sequência lógica, além de "certa ordem e sequência espirituais". Ele também destaca que somente aos cristãos deve ser exigida a observância dos preceitos ali estabelecidos, pois esperar "conduta cristã da parte de alguém que ainda não nasceu do alto é heresia."
Assim escreveu Lloyd-Jones, numa das passagens do capítulo: "O mundo não vive na presença de Deus, e essa é uma das mais notáveis diferenças entre quem é crente e quem não o é. O crente é um indivíduo cujas ações são realizadas à luz dessa íntima relação com Deus. O crente, por assim dizer, não é um livre agente. Antes, é um filho de Deus, e, em função disso, tudo quanto ele faz, fá-lo com esse intuito de ser agradável aos olhos do Senhor." Por isso, é que o sermão nos ensina que a atitude do cristão é totalmente diferente daqueles que não são convertidos.
Outra importante observação neste capítulo está na afirmação de que o Sermão do Monte não é um código de ética ou moral, mas a descrição do caráter do crente.
O autor conclui o capítulo repetindo a afirmação de que se cada membro da Igreja atual estivesse vivendo o Sermão do Monte, um grande reavivamento já teria iniciado.
Eis o segundo capítulo. Daqui a alguns dias, posto o terceiro. Enquanto isso, aproveite para ler e reler o Sermão do Monte, nos capítulos 5, 6 e 7 de Mateus, e seja ricamente abençoado.
Um abraço
Marcelo
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